ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
Enviada em 04/11/2024
Consoante ao dissertado pelo filósofo britânico John Stuart Mill, a ação moralmente adequada é aquela que proporciona a felicidade para o maior número de cidadãos. Entretanto, na realidade, a conduta civil estatal em relação a valorização da herança africana no Brasil não beneficia a maioria. Tal problemática perpetua-se devido ao estigma da sociedade e à omissão do Estado.
Nessa perspectiva, o estigma da sociedade em relação à herança africana representa um obstáculo na superação dessa problemática. De acordo com Hanna Arendt, em sua teoria Banalidade do Mal, as pessoas normalizam atitudes de decadência moral sem a devida importância e consciência. Nesse contexto a sociedade minimiza os efeitos de suas ações preconceituosas, por exemplo: o preconceito com as religiões de origem africana, uma vez que os praticantes são visto como indivíduos de má índole. Nesse sentido, tal conduta afeta diretamente os povos descendentes, pois sofrem discriminação por uma parcela da população.
Logo, urge a necessidade de analisar as causas da perpetuação desse impasse.
Ademais, o Estado falha em seu dever constitucional democrático de valorizar as heranças africanas no país. Nesse viés, conforme explica Amitai Etzinoi, em sua teoria comunitarista, a sociedade é ideal quando as necessidades sociais interferem nas ações estatais. Entretanto, essa perspectiva deixa evidente que o papel do governo não é cumprido de maneira eficiente devido à omissão do Estado, um exemplo: à falta de políticas públicas em prol da conservação das heranças afro-descendentes no Brasil. Ou seja, a omissão do governo com a falta de políticas públicas permite que haja a perpetuação desse impasse.
Portanto, o Ministério das Comunicações deve promover campanhas informativas, para informar a população acerca da cultura africana, por meio de mídia sociais e TV, para esclarecer a população acerca da importância do respeito racial e cultural. Além disso, o Estado deve criar políticas públicas, por meio de palestras educativas em escolas e lugares públicos sobre o valor cultural africano, a fim de esclarecer a nação sobre a importância da herança africana. Dessa forma a realidade nacional se aproximará da teoria disserta pelo filósofo John Stuart Mill, para o bem da coletividade.