ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Enviada em 04/11/2024

“O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguem mudar nada”. A declaração realizada pelo jornalista irlandês George Bernard permite uma reflexão baseada em como os desafios para a valorização da herança africana no Brasil estão sendo negligenciados em tecido social, por conseguinte, vem afetando a vida de muitas pessoas. Com isso, a ineficácia governamental e a falta de soluções precisam ser aprofundadas.

Nesse sentido, é primordial destacar o descaso do poder público em assegurar, de maneira efetiva, os direitos fundamentais de assistência social às pessoas que sofrem com práticas de preconceitos realizadas por pessoas que não simpatizam com a cultura africana. Sob esse viés o sociólogo antropólogo Émile Durkhein afirma que: “o indivíduo só poderá agir à medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e condições de que depende”. Isso diz respeito aos obstáculos enfrentados diariamente por pessoas que não são aceitas na sociedade por praticarem outros aspectos de culturas africanas, principalmente no que diz respeito a outros tipos de religiões como candomblé e umbanda. Nessa perspectiva, esse problema está intimamente ligado a uma desordem estatal, que, por sua vez, não traz benefícios à população.

Além disso, vale ressaltar a falta de verbas destinadas aos órgãos responsáveis por promoverem o bem-estar dessas pessoas. A esse respeito, o jornalista Norbert Henrique, no livro “O Cidadão de Papel”, sustenta que a legitimação de uma federação democrática exige a garantia de direitos intransigentes. Porém, a inoperância estatal contrasta com a concepção do pensador pelo fato de não haver verbas na cultura como incentivo para combater essa problemática. Com isso, atitudes que visem solucionar esse contexto se mostram necessárias.

Portanto, faz-se necessário superar os desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Para isso, urge que o Poder Executivo - na esfera federal - amplie a verba destinada aos órgãos fiscalizadores, por meio de uma “secretaria da cultura relacionada aos povos afro-descendentes”, que vise garantir um desenvolvimento mais explícito na área. Isso deve ser feito a fim de reconfigurar um país em seu desenvolvimento segregacional.