ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
Enviada em 05/11/2024
Segundo Martin Luther King, “A injustiça num lugar qualquer é ameaça à justiça em todo lugar.”. Tal afirmativa encontra ecos na realidade brasileira, na qual, desde os primórdios, há uma superiorização dos brancos e da cultura européia. Diante disso, é fundamental refletir sobre os desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Logo, emerge um grave entrave, em virtude da inércia midiática e da negligência governamental.
Primordialmente, o silenciamento da mídia é um fator problema. Djamila Ribeiro afirma que o primeiro passo para solucionar uma situação é tirá-la da invisibilidade. Nesse caso, é notável que a invisibilização desse entrave gera uma marginalização dos afro-brasileiros, perpetuação de ideais racistas, perseguição para com pessoas que seguem religiões de matriz africana, como o Cadomblé, esteriotipação etc. Diante desse cenário, é fundamental analisar a postura dos veículos de transmissão quando o debate é sobre minorias e/ou legado de diferentes grupos sociais. Sendo assim, é fundamental que a mídia exerça sua influência de maneira positiva.
Ademais, outro fator agravante é o descaso estatal. Paralelamente, Bauman apresenta a idéia de “Instituição Zumbi”, na qual o estado existe mas não faz nada para solucionar o revés. Assim, torna-se fundamental questionar o por que de até os dias atuais alguns povos serem repreendidos até de expressar a sua arte e professar a sua fé, recebendo tratamento desigual inclusive das autoridades, e também, cobrar dos governantes criação de projetos que visem a valorização da história e herança negra.
Destarte, é necessário tornar medidas eficazes para que a injustiça citada por Luther King deixe de existir. Portanto, o Ministério da Educação, responsável pela educação nacional, promova campanhas de valorização à cultura afro-brasileira, por meio de projetos e palestras no ambiente escolar, a fim de dar visibilidade e reconhecimento a um grupo tão importante na história nacional. Logo, conclui-se que só assim será possível solucionar o problema e viver num país igualitário.