ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Enviada em 05/11/2024

No ano de 2020, os meios midiáticos brasileiros, tais como o G1, foram tomados por notícias sobre a brutalidade policial contra pessoas de pele retinta, devido ao preconceito contra a etnia e cultura, gerando revolta e a criação do movimento ativista “Vidas Negras Importam”. Tais notícias trouxeram um debate para o corpo social brasileiro, haja vista os desafios para a valorização da cultura africana no Brasil. Nesse ínterim, para mediar a conjuntura, é imperioso enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, cabe analisar a relação direta entre a passividade de grande parte da população e o preconceito estrutural responsável pela perda de costumes africanos no Estado brasileiro. De acordo com Pierre Bourdieu, “não existe democracia efetiva sem um cidadão crítico”. Para o sociólogo, a população passiva mediante ao problema contribui para a quebra do funcionamento da sociedade, sendo marcada no Brasil, pelo estigma relacionado a cultura de origem africana.

Ademais, a ineficiência governamental em assuntos voltados à falta de valorização do patrimônio africano se mostra acentuada com o deterioramento de medidas para combater a problemática. Em a Teoria Funcionalista, Émile Durkheim deixa claro que a sociedade funcionará como organismo vivo somente quando todas as partes funcionarem. Para a ocorrência do pensamento do escritor, o Estado brasileiro necessita intervir e tomar medidas sobre a ausência de legado cultural, uma vez que, a inexistência de medidas governamentais atinge o corpo social do cidadão afro-brasileiro.

Em suma, constata-se que mudanças devem ocorrer. Para tal, cabe ao Poder Legislativo, na condição de órgão responsável por transformações em solo nacional, sancionar leis para a continuidade das tradições do grupo social afro descendente. Tal proposta deve ser aprovada por meio de um debate na Câmara dos Deputados e ter como fim, uma sociedade impregnada por preconceitos.