ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
Enviada em 14/11/2024
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos cidadãos o direito à igualdade, à inclusão, à cultura e ao reconhecimento social. Contudo, a valorização da herança africana no Brasil ainda apresenta desafios a serem enfrentados, pois a história do povo negro é pouco estudada, o que, nocivamente, afeta a sua representatividade. Nesse sentido, a fim de mitigar esse impasse, convém analisar a cultura negra e o preconceito racial.
Diante desse cenário, a valorização identitária dos afro-brasileiros é de extrema importância para o conhecimento da formação nacional. Sob esse viés, o escritor brasileiro Machado de Assis - homem negro - escreve em suas obras literárias de forma irônica a realidade sofrida por descendentes africanos, em que ele expõe a situação de racismo normatizadas na sociedade. Dessa forma, percebe-se que poucos autores, como o Machado de Assis, ganham relevância nacional ao retratar o sofrimento do povo negro, demonstrando o preconceito sofrido por esse grupo social na sua valorização.
Além disso, discriminar a raça negra é excluir a herança da Africa sobre o Brasil. Nesse contexto, segundo pesquisas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apesar da capoeira, dialetos usuais aos brasileiros e as culinárias, como a feijoada, serem de origem africana, o racismo impede a sociedade de entender o papel do negro na formação cultural da nação. Logo, entender e valorizar a cultura negra é compreender a formação do país, assim, apesar do racismo estrutural persistir no Brasil, enfrentar esse desafio de preconceito é de suma importância para a cidadania e inclusão.
Portanto, o Governo Federal - instituição constitucional em exercício de seus poderes - deve valorizar a cultura negra e combater o preconceito racial, por meio de projetos de lei que atuem em escolas públicas e privadas para ensinar sobre a cultura afro-descendentes, assim como Machado de Assis, com auxílio de sociólogos e historiadores. Espera-se, com isso, não só tornar a sociedade mais inclusiva, como proprõe a Constituição cidadã, mas também enfrentar os desafios que impedem a valorização da herança africana no Brasil.