ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Enviada em 18/11/2024

O verso “essa é pra você que quer acabar com a nossa cultura popular”, composto pelo grupo Fundo de Quintal, explicita a histórica difamação sofrida pela cultura da África no Brasil. Indiscutível é a árdua aceitação a movimentos artísticos negros, constantemente relacionados a imoralidade. Ademais, a perseguição as religiões afro, tendo seus praticantes suas imagens demonizadas, assumem protagonismo na ineficiente tentativa de valorização da cultura africana em território nacional.

Claramente a arte negra é alvo de ataques, vindo sofrendo estes desde a chegada dos escravizados. A falta de liberdade rítmica, de letra e corporal, impede a expressão total da cultura, tornando mais difícil disseminar na sociedade os princípios herdados da cultura africana. A dança e luta capoeira teve sua liberação apenas no último século, e apresentou grande importância na busca pela aceitação popular das negritudes. Evidentemente, é necessário investir em artistas negros, afim de tornar maior e mais comum o acesso as suas ideias.

Deliberadamente as práticas religiosas da matriz africana desde seu começo sofrem forte repressão. Por vista de um prisma eurocentrico, as religiões negras graças a sua incompatibilidade com o catolicismo logo foram acusadas de estabelecer contato com demônios e forças espirituais perversas. Visivelmente no filme “Predestinado”, onde um praticante das técnicas espíritas realiza cirurgias, a perseguição por parte da igreja é ativa durante toda a vida do médium. Por mais que hajam leis com o intuito de impedir ataques religiosos, a severidade e fiscalização delas, não se provam suficiente para o fim da difamação.

Desse modo, é de lógica percepção que tornar valorizada a herança africana no Brasil é desafiante. Os preconceitos históricos sofridos na na religião, têm forte culpa na dificuldade desse processo. Indubitavelmente, a facilitação das expressão de artistas negros deve ser feita, tendo ambientes acadêmicos e digitais, grande oportunidade para isto. Serão políticos, professores e artistas, os personagens principais que não permitirão o fim da cultura popular.