ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Enviada em 01/05/2025

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata os contratempos que o ser humano sofre. Esse preceito é similar à luta diária pela valorização da herança africana no Brasil. Dessa maneira, a problemática se agrava não só pela omissão da mídia, mas também pela negligência estatal, diante desse quadro alarmante.

Diante disso, é lícito afirmar que há uma falta de medidas governamentais para combater a omissão midiática. A Declaração Universal dos Direitos Humanos — promulgada em 1948 pela ONU — garante a todos os indivíduos os mesmos direitos. Nesse sentido, devido à baixa atuação das autoridades, a mídia poderia divulgar conteúdos que enalteçam a herança africana e combatam estereótipos, já que possui grande influência social. Desse modo, é urgente reformular essa postura estatal.

Contudo, a negligência estatal também é um fator que contribui para o agravamento do problema. De acordo com a Constituição Federal de 1988, que estabelece os direitos e deveres dos cidadãos e entes políticos, percebe-se que o governo investe pouco em projetos culturais voltados à valorização da herança africana, dificultando sua preservação e visibilidade. Destarte, tudo isso retarda a resolução do problema, pois a omissão governamental perpetua esse cenário caótico.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para superar tais obstáculos. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar recursos que, por intermédio de escolas e universidades, serão revertidos no desenvolvimento de campanhas educativas e culturais, por meio de aulas, palestras e oficinas, uma vez que essas ações contribuem para o combate ao racismo estrutural, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e diversa. Dessa forma, constrói-se um Brasil mais democrático.