ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 13/10/2025
A valorização da arte de periferia no Brasil enfrenta desafios profundos de desigualdade, mas representa uma oportunidade para ressignificar a identidade nacional. Ele convida a uma reflexão crítica sobre como a arte produzida nas periferias urbanas como favelas, bairros periféricos de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, enfrenta barreiras para ser reconhecida e integrada ao mainstream cultural.
Primeiramente, as periferias enfrentam falta de infraestrutura cultural como espaços, equipamentos, e recursos financeiros. Artistas periféricos dependem de autoprodução ou coletivos informais, enquanto o centro das cidades concentra verbas públicas.o Brasil, 80% da população vive em áreas urbanas, mas investimentos culturais são desiguais, dados do IBGE e Ministério da Cultura. Grafiteiros como OsGêmeos, de São Paulo, só ganharam visibilidade internacional após superar o estigma de “vandalismo”.A precariedade econômica perpetua um ciclo de invisibilidade, onde a arte periférica é consumida localmente, mas não integrada a circuitos como a Bienal de São Paulo, reforçando a segregação espacial e social.
Ademais, cenário cultural brasileiro é dominado por narrativas eurocêntricas e de classes médias, que desvalorizam a arte periférica como “popular” ou “subalterna”, ignorando sua riqueza simbólica e crítica social. Outro caso: A literatura de favela, como em “Cidade de Deus” de Paulo Lins, só é valorizada quando adaptada para o cinema mainstream.O rap e o hip-hop, nascidos nas periferias nos anos 1980,denunciam racismo e violência.
Portanto, os desafios para a valorização da arte de periferia, como desigualdades socioeconômicas e hegemonias culturais, demandam intervenções urgentes para uma cultura inclusiva e democrática. Nesse sentido, o Ministério da Cultura, em parceria com prefeituras e coletivos periféricos, deve criar editais específicos na Lei Rouanet, destinando 30% dos recursos a projetos locais, por meio de chamadas públicas online acessíveis e capacitações gratuitas para artistas, realizadas em centros comunitários. Afim de, fomentar a produção cultural autônoma e reduzir a invisibilidade dessas vozes periféricas.