ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 17/10/2025
Em 2018, o grupo sul-coreano Stray Kids lançou a música “My Pace”, que incentiva os jovens a seguirem seu próprio ritmo sem se compararem aos outros. Essa mensagem reflete a importância da valorização da autenticidade na arte, especialmente quando se trata das produções culturais vindas das periferias brasileiras. Apesar de serem expressões potentes e criativas, elas ainda enfrentam preconceito e falta de reconhecimento no cenário artístico nacional. A arte periférica, presente em estilos como o rap, o funk e o grafite, expressa as vivências e as vozes historicamente marginalizadas. No entanto, muitos artistas dessas regiões encontram dificuldades para alcançar visibilidade, já que os espaços culturais tradicionais ainda priorizam produções das elites. Essa exclusão reforça o estigma de que a arte periférica seria “inferior”, impedindo que ela alcance o devido prestígio e o reconhecimento social.
Além disso, a ausência de políticas públicas voltadas à cultura periférica agrava o problema. Faltam editais, incentivos e apoio midiático que garantam visibilidade a esses artistas. Assim, as redes sociais se tornam o principal meio de divulgação, mas nem sempre oferecem estabilidade ou retorno financeiro. Dessa forma, a desigualdade cultural se torna um reflexo direto da desigualdade social brasileira.
Portanto, é essencial que o Estado amplie investimentos em políticas culturais inclusivas, promovendo festivais e editais voltados à arte das periferias. As escolas e mídias também devem valorizar essas produções, estimulando o respeito e a diversidade. Assim, o Brasil poderá construir um cenário cultural mais justo, no qual a arte periférica, assim como o Stray Kids canta em “My Pace”, siga seu próprio caminho e conquiste o espaço que merece.