ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 17/10/2025
Uma das formas mais poderosas de expressar a identidade de um povo é por meio da arte, que reflete suas experiências, sofrimentos e conquistas. No Brasil, a produção artística proveniente das periferias tem ganhado destaque por sua originalidade e poder de transformação, no entanto, ainda existem desafios para ser completamente reconhecida. A marginalização histórica, o preconceito estrutural e a ausência de políticas públicas efetivas colaboram para que esses artistas permaneçam invisíveis.
De acordo com um estudo do IBGE, 44% da população preta e parda reside em cidades que não possuem cinemas, e 37% em áreas que não têm museus. Esse dado demonstra a disparidade no acesso à cultura e esclarece como a arte regional, é ignorada desde o seu surgimento. A falta de infraestrutura cultural nas periferias restringe tanto o consumo quanto a produção artística, tornando mais difícil para os talentos locais ganharem visibilidade.
A falta de investimento público e privado em iniciativas culturais periféricas é outro obstáculo. Embora movimentos como o hip hop, slam e teatro de favela tenham conquistado espaço recentemente, muitos artistas ainda encontram obstáculos para financiar seus projetos e se envolver em grandes eventos culturais. A concentração da arte em locais elitizados, impede a representação completa da diversidade artística do Brasil. Esse contexto perpetua a exclusão e restringe o uso da arte como instrumento de mudança social.
Diante disso, o Ministério da Cultura, em parceria com governos estaduais e municipais, promova políticas públicas de incentivo à arte periférica. Por meio da criação de editais específicos para artistas de periferia, com divulgação acessível e critérios inclusivos. A ação deve ocorrer através de plataformas digitais e centros comunitários, assegurando sua abrangência. Também, é fundamental que os projetos incluam suporte técnico e oficinas de capacitação, promovendo a profissionalização dos artistas. Como resultado, haverá maior reconhecimento e destaque para produções periféricas, promovendo inclusão cultural.