ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 17/10/2025
O filme Nosso Sonho, retrata a trajetória de Claudinho e Buchecha que, através do funk dos anos 1990 e 2000, tiveram grande destaque após passarem por muitas dificuldades. Nesse sentido, a falta de valorização da arte na periferia traz consigo diversos problemas. No entanto, a desigualdade social e preconceitos estão fortemente presentes na contemporaneidade.
É notório que, a desigualdade social é visível na sociedade, como na série Sintonia da Netflix, que mostra claramente essa situação, no qual as pessoas com classe mais alta possuem mais visibilidade e recursos, como acesso a teatros, gravadoras, cursos, patrocínios, entre demais coisas. Por outro lado, os artistas da periferia sofrem bastante com essa situação, pois não possuem acesso a recursos de qualidades, a espaços culturais e muito menos recebem oportunidades para se destacarem. Desse modo, essa realidade mostra que muitos não possuem chances para conseguirem o que almejam e acabam desistindo de seu talento por falta de incentivos.
Ademais, o preconceito que existe por esses indivíduos, dificulta cada vez mais seu reconhecimento e sua valorização. Além disso, a população enxerga esses membros da sociedade, como algo que não possui credibilidade, que são pessoas perigosos. Dessa forma, não dão o valor que merecem, pois muita das vezes esse preconceito se manifesta quando expressões culturais como o funk, grafite e o rap são associadas à marginalidade, enquanto as produções semelhantes, porém vindas de contextos elitizados, recebem reconhecimento e prestígio. Isto mostra que nem todos enxergam com os olhos de prestígio e sim através do dinheiro.
Portanto, a fim de melhorar esse cenário, cabe ao Governo, investir em políticas públicas que incentivem a arte periférica, ampliando editais e leis de fomento cultural, de modo que, todos possuam acesso a melhores condições artísticas. Além disso, empresas privadas e agências artísticas devem promover parcerias e patrocínios que possibilitem melhores condições de produção e divulgação para esses indivíduos. Assim, será possível construir um cenário cultural mais igualitário e representativo, em que o talento e a diversidade da periferia sejam devidamente reconhecidos.