ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 17/10/2025
O filme “Cidade de Deus”, retrata a realidade das comunidades periféricas do Rio de Janeiro, mostrando como a violência, a exclusão e a falta de oportunidades impactam a vida dos jovens. Nesse sentido, a arte sendo produzida nas periferias ainda enfrenta preconceito e falta de reconhecimento. Assim, observa-se a necessidade de discutir os alicerces que sustentam a valorização da arte de periferia, com foco na falta de apoio financeiro e preconceito cultural.
Em primeiro lugar, a falta de apoio financeiro é um dos principais obstáculos para a valorização da arte de periferia no Brasil. De acordo com o artigo 215 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir o acesso à cultura e incentivar as manifestações culturais. Contudo, nas comunidades periféricas, percebe-se que esse direito nem sempre é efetivado, já que muitos artistas enfrentam a escassez de recursos e oportunidades para desenvolver seus projetos. Essa falta de incentivo evidencia a desigualdade cultural e impede que a arte periférica seja reconhecida com o mesmo valor das produções dos grandes centros.
Além da falta de apoio financeiro, o preconceito cultural é outro fator que dificulta a valorização da arte de periferia. Muitas vezes, as produções artísticas vindas das comunidades são estigmatizadas e vistas como inferiores em comparação às manifestações das elites. Esse olhar discriminatório reforça a exclusão social e impede que a diversidade cultural brasileira seja plenamente reconhecida. O filme “Cidade de Deus” (2002) ilustra bem essa realidade, ao mostrar como a periferia é marcada por talento e criatividade, mas também por estigmas que limitam seu reconhecimento. Dessa forma, o preconceito cultural se torna uma barreira simbólica que restringe o acesso da arte periférica ao cenário nacional.
Diante dos desafios enfrentados pela arte de periferia, como a falta de apoio financeiro e o preconceito cultural, torna-se essencial que o Estado e a sociedade atuem para garantir a valorização dessas manifestações. É essencial que o Estado amplie políticas de incentivo, como editais e espaços culturais gratuitos, e que a sociedade combata o preconceito que desvaloriza essas manifestações. Dessa forma, seria possível construir um cenário cultural mais inclusivo e representativo.