ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 17/10/2025

Segundo Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida a partir do século XX. Somado a isso, o cenário desafiador da valorização da arte da periferia, revelou-se um problema. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a omissão e midiática, que foi acentuada nesse contexto.

Ademais, é importante levar em consideração a falta de conhecimento artístico dos jovens, que por falta de uma educação transformadora, não conseguem descobrir grandes referências dentro do ramo artístico. Nesse sentido, Sócrates, filósofo grego, deixa claro em sua frase “só sei que nada sei” que o conhecimento deve ser algo cada vez mais abrangente e consequentemente inclusivo, o que é inexistente dentro de diversas instituições de ensino.

Ainda nesse contexto, invisibilizar os artistas periféricos é algo determinante para que a valorização da arte da periferia seja um desafio cada vez maior. Muitas vezes, artistas oriundos da favela recebem aplausos superficiais do sistema, mas sem um reconhecimento genuíno o que torna o desafio para ser reconhecido ainda maior. O rapper e compositor Emicida deixa isso bem claro em sua frase: “Qualquer coisa que seja feita querem aplaudir porque querem mostrar sensibilidade. Precisamos ser podados para construir a qualidade.”

Portanto, é necessário que as instituições de ensino, com ajuda da MEC, abordem diferentes tipos de métodos para inserir a arte na vida dos alunos, por meio de palestras e aulas seletivas com profissionais. Além disso, é fundamental que a mídia se torne integrada na divulgação de artistas periféricos, garantindo que eles recebam o reconhecimento que merecem. Assim, não seríamos vítimas da modernidade líquida, discutida por Bauman.