ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 17/10/2025

Atualmente, na sociedade brasileira, a arte de periferia ainda é um estigma. Ela conta com movimentos como o rap, funk e grafite, que muitas vezes são mal vistos pela população, desvalorizados e criminalizados, embora sejam de extrema importância para a história e desenvolvimento social do país. Nesse sentido, é crucial analisar os motivos que levam os brasileiros a terem preconceito com essas formas de expressão e soluções para superá-los.

Nesse contexto, é necessário elucidar o racismo estrutural que está intrínseco a sociedade brasileira. É notório que um dos maiores desafios para a valorização das artes de periferia é o preconceito existente, que está ligado a origem delas, visto que essas artes nasceram de grupos marginalizados e excluídos da sociedade, que contam, em sua maioria, com pessoas negras. Nessa ótica, vale citar a contradição existente entre o pixo e o grafite, dado que ambos têm o mesmo propósito e partem da mesma premissa, porém, o pixo - advindo de protestos contra a ditadura militar por moradores das periferias de São Paulo - é visto como vandalismo, e o grafite, que chegou ao Brasil influenciado pela cultura americana, é visto como arte.

Ademais, é preciso evidenciar a relevância dessas artes para o Brasil. O movimento do pixo foi de suma importância durante a Ditadura Militar no país, sendo utilizado como forma de protesto polítco por meio de mensagens. Além disso, o rap também teve grande influência no Brasil, sendo usado como uma ferramenta de denúncia social e dando voz as pessoas marginalizadas.

Em suma, é evidente que as artes de periferia edificam o território brasileiro, porém, existem desafios para que elas sejam valorizadas. Nesse sentido, visando mitigar os desafios e tornar essas formas de arte valorizadas por todo o país, é necessário que as escolas, juntamente ao MEC e ao Estado, criem campanhas de cosncientzação sobre a importância dessas formas de expressão e datas que celebrem a existência delas, por meio de palestras, divulgalções em jornais e de mostras culturais nas instituções de ensino, que contém com a exibição de artes criadas pelos próprios alunos. Dessa forma, a mudança será efetiva em todo o país e as artes de periferia serão vistas com seus devidos valores.