ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 13/10/2025

Vozes do pavimento: quando a expressão artística quebra as barreiras

A arte sempre permitiu que as pessoas se expressassem e mudassem a sociedade. No entanto, no Brasil, a arte de áreas mais pobres ainda esbarra em muros invisíveis e reais. Esse problema mostra que velhos preconceitos ainda existem e que a cultura dominante está muito distante do que é feito nas margens. Logo, podemos dizer que a arte das margens não é valorizada, principalmente porque os grupos não a percebem. Além disso, ideias antigas impedem que esses artistas ganhem destaque público.

Por esse ângulo, percebe-se que a falta de apoio formal é um grande problema para a valorização da arte das áreas mais pobres do Brasil. Conforme um estudo do Observatório Ibira 30 com a UFABC, mostra que quase 89% do dinheiro da Lei Rouanet foi para áreas ricas de São Paulo, mas menos de 2% ajudou áreas mais pobres. Por isso, fica claro que disponibilizar o dinheiro da cultura para todos é fundamental para que a arte das áreas mais pobres receba o respeito que merece no país.

Além disso, a marca simbólica na arte marginal apresenta um problema delicado quanto ao seu valor na cultura brasileira. Como diz o sociólogo francês Pierre Bourdieu, em “A Distinção”, a cultura dominante impõe suas próprias regras de gosto. Então, a arte das classes mais baixas é deixada de lado e vista como “irreal”. Dessa forma, valorizar a arte marginal também significa quebrar antigas regras culturais, promovendo uma visão mais ampla e justa das formas de arte no país.

Em síntese, é crucial que o governo do Brasil implemente ações eficazes para a proteção do patrimônio cultural e para o incentivo à apreciação das expressões artísticas do país. Assim, o Ministério da Cultura, em colaboração com o Governo Federal, deve alocar recursos financeiros por meio de incentivos fiscais, a fim de assegurar a preservação e propagação de várias expressões culturais. Ademais, é imprescindível que entidades não lucrativas participem da supervisão e classificação de bens culturais, mediante a de iniciativas conjuntas que garantam a sua correta preservação.