ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 21/10/2025

A semana da arte moderna, em 1922, foi um marco para a história da arte no Brasil, pela primeira vez, a modernidade artística havia sido contemplada e os parâmetros europeus deixados de lado exaltando a cutura brasileira. Todavia, ainda hoje, existem artes que represenatam o povo e a identidade cultural da nação que não são valorizadas, entre elas, a arte periférica. Sendo assim, é nescessário que se combata a invisibilidade dessas artes, bem como, a omissão estatal, permitindo que a arte que representa o povo seja reverenciada.

Diante desse cenário, Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, afirmou: “Temos a arte para não morrer da verdade”. Essa frase, por menor que seja, demonstra uma realidade que as obras periféricas transparecem para o mundo; criticar, denunciar, expor e contrapor, são algumas de suas características mais marcantes que sustenatam a tese de que a arte de periferia vai além de rabiscos e imagens distorcidas, representam a luta de um povo, que por muitas vezes calado pela segregação, encontra na arte um escape, uma solução, uma porta voz a janela da alma. Assim, se a desvalorização e invisibilidade dessa arte se manter constante, estaremos contribuíndo com a marginalização de minorias, transformando sua luta insignificante.

Ademais, a omissão estatal é inadimicível para a promoção do apreço à arte periférica. De acordo com a Constituição Federal, conjunto das normas que definem a estrutura do Estado brasileiro, a Lei n° 8.313, Lei Rouanet, normatiza que o Estado promova incentivo à cultura por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac; entretanto, a depreciação da arte de periferia na cultura, expõe uma realidade distante por parte do Estado, para com o cumprimento da lei referida. Isto posto, é nescessário que a omissão estatal seja findada para a incerção, o incentivo e a apreciação dessa arte na cultura brasileira.

É urgente, portanto, que o Ministério da Cultura - responsável por promover o incentivo à cultura - por meio de campanhas, financiamentos, conteúdos midiáticos e pontos culturais, promova a afeição da arte de periferias, para que seja combatida a invisibilidade artistica e a omissão estatal, proporcionando a ascensão das minorias atisticas no Brasil.