ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 17/01/2025
Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal de 1988 prevê a todo o cidadão o direito à saúde, à educação e à cultura. Contudo, no cenário cultural brasileiro, os desafios encontrados para a valorização da arte de periferia dificultam o cumprimento da diretriz constitucional. Desse modo, faz-se imperiosa não só uma melhor atuação do Estado, mas também a participação midiática na resolução dessa problemática.
Vale ressaltar, antes de tudo, que a filosofia contratualista de John Locke afirmava que o Estado deve promover o bem-estar e a harmonia da coletividade. Entretanto, o aparelho estatal é negligente e apático aos problemas sociais no que tange às artes desenvolvidas nas periferias do País, pois investe escassos recursos em políticas públicas no setor. Em consequência disso, evidenciam-se o preconceito e a desvalorização dessas produções culturais.
Além disso, o pensador da escola de Frankfurt, Theodor Adorno, retratou o meio comunicativo como uma “indústria Cultural” capaz de produzir comportamentos nas pessoas do corpo social. No entanto, as mídias agem em prol dos seus interesses, o que reflete o silenciamento sobre a cultura da periferia. Dessa forma, a ausência de informação e conhecimento pelos diversos meios canais de comunicação acerca da diversidade cultural acarretam a perpetuação da falta de investimento e descaso com a comunidade periférica.
Cabe, portanto, ao Governo Executivo, investir mais recursos em produções culturais, por meio dos royalties do petróleo, para promover shows, teatros e exposições, com a finalidade de minimizar as mazelas do meio social. Em paralelo, a mídia, em parceria com o Poder Público, deve utilizar propagandas e debates televisionados, os quais tenham participação de famosos para atrair atenção dos telespectadores, para informar aos brasileiros os seus direitos à diversidade artística e cultural, com o intuito de efetivar o que está escrito na Carta Magna.