ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 24/02/2025
No documentário ‘Branco Sai, Preto Fica’, diversos obstáculos são ilustrados de maneira crítica e agressiva sobre os inúmeros preconceitos direcionados para as minorias sociais, em especial para aqueles advindos dos morros. Em paralelo à obra visual, percebe-se que toda essa agressividade também se expande para o meio artístico, visto que, infelizmente, a arte de periferia no cenário cultural brasileiro não é valorizada pelas massas. Dessa forma, torna-se necessário compreender que isso se deve em vista da estigmatização social e do descaso governamental, os quais impedem a expansão dessas diferentes formas de expressão nacionais.
Nesse sentido, é válido ressaltar que a falta de informação, a qual abre portas para os estigmas, promove a constante desvalorização da arte de periferia no Brasil. De acordo com o filósofo Schopenhauer, o entendimento que uma pessoa tem do mundo advém do tamanho do seu campo de visão. Sob essa ótica, a ausência de contato e promoção dos órgãos públicos com as manifestações artísticas oriundas das periferias resulta em um olhar restrito e estigmatizado, incapaz de reconhecer a riqueza e a diversidade dessas produções únicas e importantes para o país.
Além disso, percebe-se que o descaso governamental dificulta que mudanças benéficas sejam realizadas em vista do cenário cultural brasileiro. Em vista dessa realidade, o sociólogo Zygmunt Bauman pontua que um governo, o qual não cumpre sua função original de promover a igualdade, permanece em um estado zumbi. Por essa perspectiva, nota-se que, no que tange à valorização da arte de periferia no Brasil, o Estado brasileiro se mantém em tal categoria de ineficiência, visto que as diferentes formas de expressão advindas de tais comunidades não possuem apoio, segurança e respeito dos órgãos nacionais.
Portanto, cabe ao Governo Federal - órgão de maior poder público do país - realizar campanhas informacionais que impessam a expansão da estigmatização pela sociedade. Isso deve ser feito por meio de palestras públicas e divulgações midiáticas, a fim de tirar o Estado dessa posição zumbi e promover a valorização das artes de periferia no cenário cultural brasileiro de uma vez por todas.