ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 23/02/2025
A obra cinematográfica “Antônia”, lançada em 2006, destaca-se o universo de quatro jovens, pretas e periféricas em busca de uma vida digna. Ou melhor, serem respeitadas ao fazer músicas na favela e atuar no estilo musical que é vinculado como autoral o genêro masculino. Além disso, essas jovens lutam diariamente por direitos básicos assegurados pela Constituição Federal de 1988. Tal problema ocorre, sobretudo, devido a falta de oportunidades e a desigualdade social, questões essas que precisam ser combatidas para que esse cenário seja revertido.
Diante disso, é válido destacar, Muitas vezes, artistas periféricos enfrentam dificuldades para obter financiamento, espaço de exibição e reconhecimento devido ao preconceito estrutural e à centralização dos investimentos culturais em produções de elite. O trecho “Negro drama, eu sei quem trama e quem tá comigo” revela a constante batalha dos artistas marginalizados para serem reconhecidos e respeitados em um ambiente que frequentemente os exclui. Dessa forma, a falta de incentivos e a desigualdade de acesso a recursos culturais perpetuam a invisibilidade da arte periférica, dificultando sua valorização e expansão.
Seguindo tal lógica, a desigualdade social é um fator que dificulta a evolução, reconhecimento e valorização desses artistas em comparação aos de classes privilegiadas. Acerca desse contexto desigual, o cantor e compositor brasileiro Flávio José faz uma crítica social da dura realidade de quem sofre com a falta de recursos básicos, enquanto a sociedade, em geral, parece fechar os olhos para esses problemas ao citar “a humanidade fecha os olhos para não ver, televisão de fantasia e violência…”. Trazendo para realidade, é assim que são representados esses artistas, com a invisibilidade diante a sociedade e poder público.
Concui-se, portanto, que a valorização da arte periférica no cenário cultural brasileiro se deve à ausência de voz ativa de artistas periféricos nas mídias. Diante disso, cabe ao Ministério da Cultura expor esses artístas e suas produções nas rádios, teatros… por meio de projetos que abracem a causa e em parceria com os meios de telegráfos, entre outros. Tal medida tem como objetivo valorizar a arte periférica, como também, trazer resoluções do poder público sobre os direitos básicos que a Constituição Federal de 1988 deixam a desejar.