ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 27/02/2025
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo, era vencido pela exaustão, assim, a pedra retornava à base. Hodiernamente, o que se observa na realidade contemporânea a desvalorização da arte periférica no cenário brasileiro se assemelha ao desafio, assim como Sísifo. Esse cenário antagônico é fruto tanto do negligência do governo quanto da lenta mudança no consciente coletivo.
Dessa forma, é essencial destacar que a falta de valorização das artes periféricas decorre da ineficácia dos órgãos governamentais, no que tange à elaboração de estratégias que evitem tais reincidências. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de assegurar o bem-estar da população. No entanto, isso não acontece no Brasil devido à omissão das autoridades que só são omissas por ter certeza, de que políticas voltadas para valorização das artes periféricas não agregara votos a mais aos políticos. E isso ocorre pela falta de cobrança da sociedade tornado esse quadro deletério continuo no Brasil.
Além Disso, é crucial destacar o descaso social como catalisador do problema. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, conectividade e generalidade. Com base nesse raciocínio, a sociedade tem que valorizar mais as artes periféricas e não apenas artes mais acadêmicas e sofisticadas.
Portanto, com o objetivo de amenizar a desvalorização das artes periféricas no Braisl, é necessário, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio do Ministério da Cultura. Esses recursos serão aplicadas em projetos sociais com o intuito da valorização das artes periféricas, por meio das escolas com ajuda de profissionais das artes de modo geral. Desse modo, os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.