ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 16/03/2025
O artigo 215 da Constituição Federal de 1988 diz que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes nacionais, e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. Todavia, na prática isso não condiz efetivamente com a realidade, já que há desafios para o reconhecimento da arte de periferia no cenário cultural brasileiro. Diante disso, é importante abordar a negligência governamental e o preconceito como impasses desse problema.
Sob essa análise, o descaso do governo é um dos obstáculos enfrentados na valorização das expressões artísticas nos subúrbios. Tal fato se dá, porque o poder público não proporciona apoio e recursos financeiros, que possam ajudar a propagação da arte pela sociedade. Nessa perspectiva, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, " É dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade." Dessa forma, a assistência governamental fortalece a representatividade cultural, e garante a pluralidade da arte nas periferias. Assim, é preciso rever essa adversidade.
Ademais, outro fator relevante é o preconceito existente contra as artes de periferia no Brasil. Isso ocorre, porque as produções periféricas são associadas a contextos de pobreza e marginalização social dentro das comunidades. Nesse sentido, cabe evidenciar o sociólogo Jessé Souza, o qual afirma que a estrutura social brasileira perpetua desigualdades que marginalizam as expressões das classes populares. Desse modo, a discriminação impede a visibilidade e a inclusão da arte dos centros culturais. Logo, é fundamental sanar esse obstáculo.
Portanto, diante dos pontos apresentados, é vital a adoção de medidas que possam mitigar os desafios na valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro. Dessarte, cabe ao governo, responsável por organizar e regrar a sociedade, promover a integração social da população dos subúrbios, nos meios culturais, por meio de programas de financiamento para produção periféricas, a fim de estimular a representatividade do coletivo. Além disso, o Ministério da Cultura deve estimular o combate ao preconceito em oposição as artes da periferia, por intermédio de apresentações de representações que vão além do estereótipo humano, para que haja mais conscientização e empatia.