ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 19/05/2025

A obra “Utopia”, de Thomas Morus, retrata uma sociedade perfeita, isenta de conflitos e problemas. Entretanto, sabe-se que a realidade Brasileira vive o oposto disso, uma vez que ainda enfrenta desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural do país. Geralmente essa problemática é ocasionada pelo preconceito da sociedade em relação a cultura periférica e pelo fato de que a sociedade elitizada, que na maioria das vezes dita o que deve ter reconhecimento, não indentifica-se com o que é retrata na arte da periferia.

É de conhecimento geral, que um dos principais motivos para que a arte de periferia seja desvalorizada no cenário cultural brasileiro é o preconceito da sociedade em relação a essa arte. Conforme a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público sediada no Conjunto de Favelas da Maré (Observatório das favelas) A cultura periférica é muitas vezes associada a problemas sociais e ignorada como uma fonte de criatividade e expressão artística. Ou seja, a sociedade elitizada, que não possui contato com a periferia e cada vez aumenta mais o estigma dessa realidade, impedindo a valorização dessa arte.

Sendo assim, pode-se mencionar o fato de que a cultura de elite e a valorização de determinados artistas e estilos artísticos, muitas vezes ignoram a diversidade e a riqueza da arte produzida nas periferia, gerando cada vez mais estigma e mais desvalorização. De acordo com Karl Marx, cultura é vista como uma “superestrutura” que reflete e reproduz a “infraestrutura” econômica e as relações de produção de uma sociedade. Em outras palavras, a cultura, incluindo as ideias, valores e crenças, é determinada pelas condições materiais de vida e pela luta de classes. De modo que seja necessário uma intervenção para modificar essa configuração.

Em suma, é notório que a problemática requer uma solução. Cabe, então, ao Ministério da Cultura, órgão responsável pelo planejamento e pela execução das políticas nacionais de cultura e artes, dar voz aos artistas de origem periférica, através dos meios de comunicação, como rádio, propagandas e anúncios. Com a finalidade de alcançar a valorização que toda arte merece, independente de sua origem, além de colocar em prática a Útopia de Morus.