ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 11/08/2025
O movimento modernista surge na década de 1920 como protesto e estruturação da produção cultural nacional, buscando uma identidade autoral. Porém, nos dias atuais a desvalorização e preconceitos associados à produção artística periférica, contribui para o esquecimento dos artistas nacionais. Nesse sentido, é notório res-saltar a estrutura histórica brasileira e a educação cultural na formação estudantil.
Nesse contexto, é importante investigar o passado para entender a causa e o motivo desta problemática. Nesse aspecto, o escritor Nelson Rodrigues exemplifica o termo “Complexo de vira-lata”, presente em pessoas que rebaixam e desvalori-zam sua própria cultura. Análogo a isso, o processo de construção identitária sem-pre esteve influenciado pelas vanguardas europeias, ditando o ritmo e o conteúdo, contribuindo para o apagamento de qualquer produção nacional. Com isso, tal mentalidade perdura até os dias atuais, e com o advento da globalização, o produ-to nacional proveniente das periferias ganham preconceitos e descriminalização. Dessa forma, é urgente a reestruturação dos padrões de valorização.
Outrossim, a alienação da população em relação a grave consequência de menosprezar este aspecto da brasilidade, fomenta a continuação do problema. Nessa inércia, é impossível criar uma base cultural valorizada sem os mecanismos educativos, quando desde de criança a população partilha de uma defasagem escolar com sérias lacunas relacionadas ao respeito, diversidade, cultura popular, etc. Também, as manifestações populares como funk, grafite, danças e rimas deveriam ser objeto de estudo e análise durante as aulas para influenciar a aceitação e valorização da produção artística nacional periférica.
Destarte, a necessidade de reverter esse cenário de desvalorização. Para tanto, cabe ao Ministério da Cultura, órgão responsável por políticas educacionais, por meio da Secretaria de Educação, promover festivais e seminários de exposição da manifestação periférica no ambiente escolar com intuito de promover a diversidade e valor cultural. Ainda mais, cabe ao Poder Executivo, por intermédio do Tribunal de Contas da União, promover o financiamento de artistas populares com finalidade de promover a progressão da criação nacional.