ENEM 2025 (Aplicação BELÉM, ANANINDEUA E MARITUBA) - A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil

Enviada em 30/01/2026

Na sociedade contemporânea brasileira, a valorização dos trabalhadores rurais representa um desafio persistente, com impactos sociais profundos. Apesar dos avanços econômicos no agronegócio, a persistência da exploração desses profissionais revela contradições estruturais que limitam o pleno exercício da cidadania. Portanto, é essencial analisar as causas socioculturais e a fragilidade das políticas públicas para promover soluções efetivas.

Primeiramente, fatores socioculturais perpetuam a desvalorização. Segundo Émile Durkheim, os comportamentos são moldados por fatos sociais coletivos; no Brasil, a naturalização da subalternidade do trabalhador rural contribui para sua perpetuação. Essa visão se agrava com a modernização tecnológica do campo, que exige especialização em profissões técnicas, como operação de máquinas de última geração e zootecnia. Embora o agronegócio avance, muitos lavradores tradicionais ficam à margem, ampliando desigualdades e relegando-os à informalidade e baixa remuneração.

Ademais, a fragilidade das políticas públicas intensifica o problema. Conforme Byung-Chul Han, em Sociedade do Cansaço, a sobrecarga surge da ausência de limites institucionais; no contexto rural brasileiro, isso se manifesta em exposição a riscos químicos (agrotóxicos), mecânicos (falta de EPIs adequados) e ergonômicos, violando o artigo 6º da Constituição Federal, que garante o direito ao trabalho digno. Apesar de o agronegócio registrar recorde de 28,5 milhões de ocupados no 1º trimestre de 2025 (Cepea/CNA), persistem informalidade elevada e condições precárias para muitos trabalhadores rurais.