ENEM 2025 (Reaplicação) - A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância
Enviada em 21/07/2026
O bem-estar das crianças e adolescentes brasileiros é prioridade nacional. Seus direitos são defendidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê direitos básicos e pela Constituição Federal. Porém, alguns obstáculos sociais dificultam o cumprimento de certas leis, como a idade laboral mínima, prevista na Constituição como 16 anos.
A defesa da idade laboral mínima tem sido um desafio social há muitos anos, sendo agravado por crises financeiras. Pode-se observar o agravamento em momentos de crise em dados do IBGE de 2016 a 2023, que pesquisaram a quantidade de crianças em situação de trabalho precoce: de 2016 a 2019 foi observada queda de 2112 para 1758 pessoas por milhão. Enquanto isso, de 2019 a 2022 (período da pandemia mundial) foi observado aumento de 1758 para 1881 pessoas por milhão, devido ao aumento do desemprego e à redução da renda familiar, fatores que pressionaram algumas famílias vulneráveis.
Tal relação entre trabalho infantil e pobreza segue um ciclo vicioso: a vulnerabilidade financeira leva as famílias a inserirem crianças e adolescentes no trabalho, precariza o estudo dos jovens, isso resulta na falta de mão de obra qualificada para o país, precariza a situação de trabalho e aumenta a pobreza geral. Logo, é preciso que a nação quebre essa corrente violação dos direitos da infância.
Portanto, faz-se necessário resolver a raiz do problema fortalecendo a economia brasileira a longo prazo, por meio da ampliação de políticas de geração de emprego e renda para adultos em situação de vulnerabilidade e fornecendo auxílio às famílias com crianças abaixo de 16 anos. A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente intensificar a fiscalização de casos de trabalho infantil em parceria com órgãos de assistência social e proteção à infância, enquanto o Ministério da Educação oferecerá incentivo financeiro para os jovens que frequentarem a escola.