ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 03/02/2021
No filme “Monlight”, vencedor do Oscar de melhor filme de 2016, o protagonista chamado Black, vivencia uma vida repleta de dificuldades por conta de sua homossexualidade e, também, pelo “mundo” das drogas que acabam destruindo a vida de pessoas ao seu redor. Entretanto, ao decorrer do filme, Black acaba transitando entre as camadas ricas e pobres de sua cidade, observando, assim, a enorme desigualdade entre elas. Fora da ficção, na realidade da sociedade cívica brasileira, não é diferente. No filme, é retratado as desigualdades dentro de uma cidade, porém, no Brasil, vão além de apenas um município e sim, de regiões formadas por estados que tiveram como causa, principalmente, o abandono e a precariedade da população, ao decorrer dos anos.
Em primeira análise, tem-se o processo de abandono de regiões, como: o Norte e o Nordeste, causada, indubitavelmente, pela Industrialização e pela Globalização. Seguidamente, o autor Stefan Zweig, refugiado no Brasil por conta da 2° Guerra Mundial, comenta em seu livro de 1940, “Brasil, País do Futuro”, o quanto de potencial que o Brasil tem para ser um belo país. Entretanto, paralelamente, o autor destaca as inúmeras embarcações tanto de estrangeiros, como de migrantes de outras regiões, para São Paulo e Rio de Janeiro, portadoras de maiores incentivos financeiros, em busca de oportunidades de trabalho, pois eram e, ainda são, os maiores polos industrializados e tecnológicos do país. Portanto, dessa forma, ocorrendo um abandonando de regiões com menos investimentos e, também, assim, gerando desigualdades em núcleos, como, por exemplo, no Produto Interno Bruto (PIB), segundo fontes do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Inquestionavelmente, o baixo e lento Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das regiões Norte e Nordeste no século XXI, relatado nas últimas pesquisas da Fundação João Pinheiro (FJP), é gerado pela alta precariedade da população. Consequentemente, grande parcela dessas pessoas, sofrem com investimentos na saúde, oportunidades de trabalho e, principalmente, no requisíto da educação, que são muito bem representados no filme brasileiro “O Auto da Compadecida”, que, apesar da ficção, é um retrato da realidade Nordestina, vivenciada pelos personagens João Grilo e Chicó. Certamente, são problématicas que podem ser resolvidas.
Diante dos fatos supracitados, faz-se mister, que o Ministério do Desenvolvimento Regional em conjunto com o Ministério da Economia, promovam e financiem investimentos infraestruturais, econômicos e, também, tecnológicos, com o fito de garantir empregos, saúde de qualidade e educação em regiões com tamanha precariedade. Dessa forma, a desigualdade deixará de existir, fazendo assim, com que não tenham mais “Joões Grilo” e, também, “Chicós” com enormes precariedades no Brasil.