ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 11/04/2021
A classificação da ONU sobre o Brasil é que, ele está entre os dez países mais desiguais do mundo. No entanto, tal disparidade está relacionada não só a cor e ao sexo, como também no quesito regional, com o Norte e Nordeste mais abrangente no problema. É notório que esse empecilho se dá pela influência, em nível global, daquelas regiôes de grande renda e tem como consequência a desigualdade educacional.
Sob esse viés, o geógrafo Milton Santos afirma que “A globalização mata a noção de solidariedade e devolve ao homem à condição primitiva do cada um por si”. Logo, é evidente que as regiões mais chamativas, além de englobar pessoas com muito dinheiro, também concentram maiores técnicas para o crescimento financeiro, como o investimento; o que causa desigualdades com outros territórios brasileiros. De acordo com a BBC News, São Paulo foi considerado como a cidade mais influente da América Latina, em 2014, enquanto a diferença no Nordeste aumentou 5%, segundo a Fundação do Getúlio Vargas.
Outrossim, os aspectos da influência não se benefícia só da parte econômica, como também de um conjunto de fatores que melhoram a qualidade de vida, este agente inclui a formação educacional. De acordo com a pesquisa de Gabriel Correa e Isabel Opice sobre a “Desigualdade na Educação” ratifica que, enquanto 98% das escolas com piores resultados estão no Norte e Nordeste do país, 86% das com melhores notas estão no Sul e Sudeste. Logo, fica evidente a falta de organizações públicas para tentar reverter este quadro negligente para com o território.
Portanto, nota-se que há um contraste, no qual uns estados têm uma qualidade de vida muito boa e outros estão precários. Dessa forma, é dever do Governo Federal criar ONGs -organizações sem fins lucrativos, caracterizadas por ações de solidariedade- a fim de incentivar a população destes países de maiores indíces a ajudar aqueles de menores indíces por meio de doações de verbas, professores, melhores estruturas escolares. Nesse sentido, teremos um país mais igualitário.