ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 01/02/2021
No longa-metragem nacional “Central do Brasil” duas realidades totalmente diferentes são apresentadas, a do Rio de Janeiro, uma das maiores cidades do Brasil, e a de algumas cidades do nordeste. Fora da ficção, atualmente essa desigualdade social entre regiões do país também existe. Nesse contexto, evidencia-se que a concentração do capital entre poucos cidadãos e a constante migração de parte da população das regiões norte, nordeste e centro-oeste para o sudeste e sul do país corroboram a perpetuação da problemática.
Em primeiro plano, a má distribuição monetária entre a população no país é um dos fatores que geram a desigualdade entre as regiões do Brasil. De acordo com o “Índice Gini” - que mede a disparidade social em diversos âmbitos, como a renda, o IDH e a acessibilidade à saúde - o Brasil é um países com o capital pior distribuído. Desse modo, observa-se que , uma vez que o capital está mais concentrado em uma ou duas regiões, no caso do Brasil nas regiões sudeste e sul, menor será o desenvolvimento das regiões menos favorecidas, visto que há mais oportunidades onde o capital está mais concentrado. Assim sendo, conclui-se que a concentração do capital está diretamente relacionado com o desenvolvimento das regiões e a disparidade que existe entre elas.
Outrossim, a migração da população para as áreas mais desenvolvidas é outro fator que contribui para a permanência da desigualdade entre regiões no território nacional. Nesse sentido, nota-se que desde a colonização do país, sua população, constantemente, migra, a medida que a distribuição do capital se redireciona à outra região. Paralelo a isso, hodiernamente, tais migrações continuam acontecendo, porém de forma mais homogênea, já que a dinâmica da migração no país nos últimos anos tem sido parcialmente constante, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, mostrando sempre um fluxo da parte mais ao centro-norte do país para a porção sul. Logo, com a migração popular, o capital concentra-se ainda mais e a desigualdade inter-regional tende a continuar aumentando.
Portanto, urge que os líderes do país, vendo a atual situação em torno da problemática, tomem as medidas cabíveis para solucioná-la. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional - órgão a quem compete reger o desenvolvimento das regiões brasileiras - deve criar o “Plano de Incentivo à Valorização da Porção Norte do País”, no qual, por meio de redirecionamento de verbas públicas e investimento em empresas locais, o governo irá alavancar o desenvolvimento dessas regiões, a fim de diminuir a desigualdade no país e promover a diminuição do fluxo migratório, proporcionando condições iguais a todos os brasileiros de todas as regiões do país.