ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 01/02/2021
“Em sua obra “Cidadãos de Papel”, o célebre escritor Gilberto Dimenstein disserta que, embora o país demonstre uma série de leis bastante abundante, elas se atém, de forma frequente, ao plano teórico. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, haja vista que, independentemente de ser um direito garantido na constituição, a iguadade regional não se encontra efetivada. Esta realidade se deve, essencialmente, à falta de subsídios para a infraestrutura nas regiões periféricas e à globalização.
Efetivamente, é notório o desacordo que existe entre o que é assegurado pela Constituição e a realidade do país, uma vez que muitas regiões não possuem cobertura de serviços de infraestrutura física. Esse nefasto paradigma atesta, sobretudo, uma grande desigualdade no acesso à boas condições de vida, tendo em vista que em grandes munincípios valorizados economicamente, a universalização dos serviços antecede. Além disso, vale ressaltar que tal desigualdade fere a Constituição Federal de 1988, que prevê em seu artigo 6º, o direito a previdência social e inclusão como um direito de todos. Logo, é fundamental que o poder público desenvolva medidas, como projetos que supram as necessidades básicas das regiões menos beneficiadas.
Por outro lado, é necessário, indubitavelmente, destacar o fato de o Brasil ser um país globalizado inferindo na desigualdade social. O país, que atualmente possui uma população de cerca de 210 milhões de habitantes, ainda enfrenta a enraizada divisão social promovida desde o processo de colonização, ocorrida no século XVI. Essa perspectiva pode ser comprovada pelas palavras do renomado escritor brasileiro Ariano Suassuna: “Que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos”. Nesse sentido, é possível concluir que a precariedade do modo de vida de uma parcela da população marginalizada e sem apoio financeiro, impossibilita que uma parte dos brasileiros desfrute de certas regalias.
Portanto, para a efetiva iclusão e igualdade no Brasil, é importante que o Governo Federal, por intermédio de subsídios tributários estaduais, forneça projetos que beneficiem a população carente, a partir de serviços básicos para os indivídios ― com aparato qualificado ―, a fim de proporcionar uma melhor condição e experiência Aprenda a pronunciar de vida para a parcela de cidadãos excluída. Dessa forma, poder-se-á atenuar a desigualdade discutida por Dimenstein.