ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 01/02/2021

Em sua obra ´´Cidadão de papel´´, o célebre escritor Gilberto Dimenstein disserta que, embora o país demonstre uma série de leis bastante abundantes, elas se atêm, de forma frequente, ao plano teórico. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, haja vista que, independentemente de ser um direito garantido na constituição, a igualdade regional não se encontra efetivada. Esta realidade se deve, essencialmente, à falta de subsídios para a infraestrutura nas regiões periféricas e globalização.

Primordialmente, é válido pontuar a falta de medidas governamentais para combater a desigualdade regional. Isso ocorre devido à certas regiões que são menos indústrializadas e carentes financeiramente. Nesse sentido, segundo o contrato social - proposto pelo contratualista Jonh Locke -, cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. Contudo, o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o da iclusão e previdência social, o que infelizmente é evidente no país. Tal realidade prova, tristemente, que pessoas que residem em zonas periféricas, são menos beneficiadas e desvalorizadas.

Por outro lado, é necessário, indubitavelmente, destacar o fato de que o Brasil é um país globalizado inferindo na desigualdade social. O país, que atualmente possui uma população de cerca de 210 milhões de habitantes, ainda enfrenta a enraizada divisão social promovida desde o processo de colonização, ocorrida no século XVI. Essa perspectiva pode ser comprovada pelas palavras do renomado esritor brasileiro Ariano Suassua: ´´Que é muito difícil vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos´´. Nesse sentido, é possível concluir que a precariedade do modo de vida de uma parcela da população marginalizada, impossibilita que uma parte dos brasileiros desfrute de certas regalias.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim especialistas no assunto, com o apoio de ONG´S também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a desigualdade econômica regional. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível também criar uma ´´hashtag´´ para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Dessa forma, poder-se-á atenuar a desigualdade discutida por Dimenstein.