ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 02/02/2021
Durante a construção da capital brasileira, Brasília, no governo de Juscelino Kubitscheck, migrantes vindos de diversas regiões ,que não ofertavam um bom campo empregativo, instalaram-se no futuro Distrito Federal em busca de uma melhor qualidade de vida. No entanto, o fato histórico ainda é realidade, devido às inaceitáveis desigualdades entre as regiões brasileiras. Assim, a má distribuição industrial, além da incoerente investimento de recursos, são barreiras para que o país seja uniforme nos aspectos regionais.
Em primeiro plano, a desnivelada concentração industrial brasileira é um fator impulsionante para gerar uma maior desigualdade entre as regiões. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistíca, IBGE, em 2011 a região sudeste, isoladamente, representava mais de 50% do Produto Interno Bruto, enquanto a minoria do percentual ficava divididos para as demais áreas. Assim, o espaço mais industrializado, o sudeste brasileiro, detém maioria das riquezas do país, ficando evidente como a falta de industrias pode afetar no crescimento e igualdade entre as porções territoriais do Brasil.
Em segundo plano, Além de serem prejudicadas pela escassa presença de atividade industrial, as regiões menos favorecidas do país ainda enfrentam a problemática da falta de investimento em desenvolvimento. Ainda de acordo com a pesquisa divulgada pelo IBGE, em 2010, as regiões Nordeste e Norte apresentavam um Indíce de Desenvolvimento Humano, IDH, inferior ao das demais regiões. Assim, o índice que mede quesitos como educação e saúde de um espaço, evidencia que algumas áreas do país ainda sofrem com uma baixa qualidade de vida, aumentando as desigualdades se comprada à outros locais.
Portanto, o problema das desigualdades entre as regiões brasileiras ainda é um desafio a ser enfrentado o mais rápido possível. Para tanto, para haver redução nos desnivelamentos regioniais cabe ao Governo Federal, por meio da destinação de recursos, investir em saúde e educação nos locais que apresentam baixo índice de desenvolvimento humano, além de atrair indústrias, por meio de incentivos fiscais, para áquelas áreas que possuem uma baixa industrialização, a fim de reduzir desigualdades. Assim, ao longo dos anos, as regiões brasileiras poderão ser igualmente desenvolvidas.