ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 11/09/2021
Apesar da colonização portuguesa ter se findado há quase dois séculos, o Brasil ainda vive sob um comando mercantilista de uma pequena elite. Nesse contexto, as políticas públicas que priorizam uma minoria e a apatia perante certos territórios e parte da população, são os grandes responsáveis pela desigualdade entre as regiões do Brasil. Por isso, é necessário encontrar meios para atenuar essas diferenças.
De fato, a mácula da colonização ainda está presente nos descendentes europeus que governam o país. Nesse âmbito, a facilidade de obtenção de terras para o agronegócio, que visa apenas o próprio lucro e exporta a grande parte do que é produzido, enquanto a população brasileira sofre com a falta de comida, por exemplo, é bem semelhante à politica mercantilista européia do século XVI, segundo a historiadora Alba Cristina. Ademais, a retirada de terras indígenas com o intúito de entregá-las a agricultores, promovida pelo Governo Bolsonaro, por meio do Marco Temporal, evidenciado pelo O Globo, só reforça a tese da históriadora.
Além disso, o desinteresse perante novas tecnológias que poderiam desenvolver uma das regiões mais desiguais do Brasil, como o Nordeste, coopera para o agravamento das diferenças entre os territórios. Nessa circustância, segundo o geógrafo Marcelo Rocha, o Nordeste brasileiro recebe a maior radiação solar do país, entretanto, de acordo com O Estadão, não é visto nessa localidade o desenvolvimento de energia solar, por exemplo. Dessa forma, percebe-se a despretenção governamental de investir nesse espaço, ato que poderia ajudar a expandí-lo econômicamente, além de amparar o restante da população brasileira no quesito de produção de energia elétrica.
Portanto, necessita-se investir nas regiões menos favorecidas com o auxílio tecnológico e científico contemporâneo. Logo, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve realizar um projeto para a implementação de paineis solares para a produção de energia solar no Nordeste do Brasil. Isso pode ser realizado por meio de uma liberação de verbas sancionada pelo Presidente da República e aprovada na Câmara dos Deputados e Senado. Assim, a região seria um pólo elétrico, que poderia atrair indústrias fomentadoras do desenvolvimento, além de gerar emprego e renda.