ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 06/02/2021
A desigualdade entre as regiões está “envicerada” nas raízes históricas brasileiras, e pode ser percebida quando é lançado um olhar ao sistema de capitanias hereditárias. À época, tecnologias rudimentares tornavam o desenvolvimento lento, mas, mesmo hoje, dadas inúmeras evoluções no ramo, é nítida a desigualdade entre as regiões. Isso porque há uma diferença acentuada no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas também existem diferenças que acentuam a atratividade às grandes empresas. Logo, é importante avaliar o tema, a fim de reduzir e anular tais desigualdades.
Em um primeiro momento, cabe destacar que, em grande parte, a região Norte do País possui um IDH abaixo da região Sul, conforme IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse contexto, um dos fatores que acentua essa diferença é a precariedade da energia na Região norte, fato que influi diretamente na atratividade de empresas, o qual foi percebido com o recente “apagão do Amapá”. Desse modo, os ofícios ficam restritos, em sua maioria, na região Norte, a trabalhos cuja remuneração é menor se comparado à de grandes indústrias da região Sul. Com isso, naturalmente, o grau de instrução tende a ser menor, assim como a Saúde que, iminentemente pe derivada, sobretudo, da boa educação, a qual é diretamente proporcional à renda.
Em um segundo momento, é importante salientar que uma empresa existe para criar lucro. Logo, para o empresário, muitos fatores são avaliados antes de iniciar um empreendimento. Com isso, é condição indispensável a avaliação do poder de aquisição e do tipo de público a ser atendido. Por conseguinte, é aí que reside o fator que gera o contraste entre as regiões, pois devido à diferença de IDH, a região Sul é mais atrativa à instalação de empresas, fato que, a reboque denota maior renda “per capita” e, com efeito, maior poder aquisitivo.
Destarte, é preciso equiparar às regiões do Brasil. Para tal, é indispensável que o IBGE mapeie às divergências no que tange à energia, por meio de médias móveis, a fim de elaborar dados fidedignos para que seja possível equiparar às divergências e, com isso, resolver à problemática da atratividade de empresas. Assim, com novas empresas se instalando na região, a remuneração dos trabalhadores regionais crescerá, fator que influirá na questão da educação, e, por conseguinte melhorará o IDH, inibindo o contraste entre as regiões.