ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/02/2021
Em um trem com mil vagões, que se dividem entre primeira, segunda, terceira classes e o fundo, se desenvolve uma ficção onde a sobrevivência é o tema principal. No veículo, a desigualdade social é marcada pela divisão do espaço e da comida. De forma similar, em “O Poço”, a divisão da comida simboliza a mesma realidade retratada em “O Expresso do amanhã”. Dessa forma, ambos os filmes mostram um tema recorrente na ficção e na vida. Concatenando a realidade construída no espaço tempo, as obras de Machado de Assis e Aluísio Azevedo, O Mulato e O Cortiço, também retratam, depois de quase três séculos da colonização brasileira, a mesma discrepância entre as classes.
Mesmo depois de quase 500 anos da colonização, Milton Santos, já no século XX, retrata uma realidade pautada na globalização, que remete a um novo absolutismo, onde a ideologia do consumismo transforma as pessoas em meros consumidores e, de novo, concentra a maioria dos bens nas mãos de poucos.
Como na ficção, o Brasil que é dividido entre as regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro Oeste, ainda com ranços da colonização portuguesa, perpetua a injusta distribuição das riquezas no âmbino macro regional. Conclui-se portanto, que a realidade de desequilíbrios vem de longa data.
Entretanto, mesmo diante do cenário apresentado, é possível mudar essa dinâmica. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional deve distribuir a arrecadação da União de forma a corrigir as discrepâncias e proporcionar um novo desenvolvimento regional para as localidades menos favorecidas.
Somado a isso, cabe ao Ministério da Cidadania a implementação de políticas regionais de valorização da cultura local, fortalecendo a sensação de pertencimento das populações regionais para ampliar a produção cultural e artística, fomentando assim o turismo e a produção de renda. A partir dessas medidas, inicia-se uma nova perspectiva de futuro, onde as desigualdade econômicas regionais sejam amenizadas, senão, extintas.