ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/10/2021
No filme “Que horas ela volta?”, protagonizado por Regina Casé, é contada a história de uma empregada doméstica que sai de sua terra natal em busca de melhores condições de vida no Rio de Janeiro. Em paralelo à isso, ainda hoje, milhares de nordestinos saem de suas cidades de origem para os grandes centros urbanos e acabam não encontrando a qualidade de vida buscada. Ademais, essa problemática é causada pela escassez de acesso à educação e pelo preconceito enraizado na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, há grande escassez de acesso à educação, o que é uma causa para a desigualdade regional no Brasil. Porquanto, segundo o IBGE, cerca de 50% da população analfabeta se encontra na região nordeste do país, o que prova a falta de atenção governamental nessas áreas. Nesse viés, a restrição educacional para a região sudeste e sul prejudica diretamente o estilo de vida populacional em outras regiões e agrava o quadro da desigualdade, já que se faz necessário que a população migre para as partes mais desenvolvidas com o intuito de ascender socialmente.
Em segundo caso, o preconceito enraizado na sociedade provoca a desigualdade regional no país. Outrossim, a sociedade, por vezes, usa uma justificativa científica para o seu preconceito, hábito que já acontecia no passado com o chamado “Darwinismo Social”, criado justamente para esse fim. Isto é, há uma comparação entre os mais fortes e mais fracos, assim como acontecia na tese de Darwin. Todavia, quando usado na sociologia, este pode se tornar um malefício, pois provoca a desigualdade e encobre o preconceito já enraizado de que “Nordestino é burro” ou “Eles só sabem trabalhar”, exemplos de falas preconceituosas costumeiramente ditas que acabam segregando e ferindo povos de outras regiões.
Portanto, infere-se que muitas são as barreiras para a plena igualdade entre regiões no Brasil. Entretanto, existem algumas maneiras de subtrair a problemática, como o Ministério da educação promova a ideia de que as outras regiões também precisam de atenção governamental por meio de palestras e campanhas, principalmente nos centros urbanos, para que haja uma visão mais ampliada sobre a população brasileira. Dessa maneira, minimizando o preconceito e exigindo do Estado medidas de igualdade.