ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 15/02/2021

É indubitável que a exploração de determinadas matérias primas, no Brasil Colonial, possibilitou a interiorização brasileira e o desenvolvimento de regiões em detrimento de outras. Tal afirmativa é evidenciada na exploração do ouro, que a aprtir das primeiras décadas do século XVIII, introduz a região sudeste como principal protagonista do cenério nacional. Nesse contexto, percebe-se um problema alicerçado na falta de um investimento homogêneo entre os estados brasileiros, bem como a falta de conhecimento sobre a importância de determinadas regiões para a economia.

Em primeira análise, evidencia-se no tecido social a desproporcionalidade de investimentos entre as regiões brasileiras, tal fato é fundamentado nos milhares de nordestinos que migram para a região sudeste em busca de emprego ou de melhores condições de vida. Sob esse viés, Thomas Hobbes defendia a obrigação do Estado em proporcionar o bem-estar social. Nesse sentido, a ineficiência do governo em não ofertar esse direito, defendido pelo filósofo, para todos os estados, resulta no risco de não alcançar o princípio da isonomia, prevista na Constituição de 1988. Desse modo, a falta de uma hegemoniedade econômica entre regiões propricia não só a desvalorizações de regiões importantes, mas também problemas urbanos nas regiões valorizadas, devido a alta taixa de imigrantes incidentes.

Além disso, muitas regiões, que são antagonizadas pelo cenério nacional, são de suma importância para a economia brasileira, como a Zona Franca de Manaus, importante polo industrial na Região Norte. Dessa forma, a desigualdade regional pode ser responsabilizada pela falta de conhecimento sobre a importância dessas regiões para o desenvolvimento pleno do Brasil. Em paralelo com o pensamento de Francis Bacon, sobre a obtenção de um poder a partir do conhecimento, a falta de informação sobre a importância da Região Norte, por exemplo, pode gerar preconceitos  e escassez de investimentos. Logo o desconhecimento pode tirar o poder, abordado por Bacon, de potencializar as qualidades de determinados estados brasileiros.

Torna-se claro, portanto, a relevância de uma medida corretiva à problemática em questão. Para que isso ocorra, é necessária a intervenção do Estado, a partir de investimentos igualitários entre as regiões brasileiras, de modo que suas qualidades sejam potencializadas em prol do desenvolvimento pleno do país. Isso, consequentemente, forneceria condições a uma qualidade de vida justa a todos os brasileiros, sem a necessidade de migrações internas, por exemplo. Assim, haverá a resolução do impasse e a desigualdade regional não se alicerçará na sociedade hodierna.