ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 08/04/2021

O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade vivenciada por muitos cidadãos brasileiros. Problemáticas como essas são potencializadas ora pela inércia Estatal, ora pela má formação socioeducacional do indivíduo.

Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, avalia que a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, o Poder Público configura-se como um órgão falho, uma vez que os investimentos destinados à debates que abordem e que orientem a população acerca dos modos para que haja a diminuição das desigualdades entre as regiões são ínfimos. Por conseguinte, sem o devido amparo governamental, o país enfrenta grandes desafios relacionados à questão e à má gestão recursos econômicos, ocasionando uma concentração de investimentos e de riquezas de uma área em relação à outra, causando um desequilíbrio social, tal problemática pode ser observada pela a distribuição e participação das regiões no Produto Interno Bruto (PIB), que evidencia a região sudeste com uma grande concentração na participação social.

Outrossim, a má formação socioeducional do brasileiro é um fator determinante para a permanência das desigualdades entre as regiões brasileiras. Nesse viés, o historiador escocês David Hume afirma que a pricipal característica que difere o ser humanos dos outros animais é o seu modo de pensar. Sob essa ótica, o sistema educacional possui um déficit no que diz respeito a esse ativamento do pensamento e do agir crítico da população acerca de como diminuir as desigualdades interegionais, visto que, alguns desses âmbitos, possui uma didática que pouco interesa-se em repassar conhecimentos necessários para que o cidadão amplie seu campo visão acerca dos problemas do cotidiano, em especial assuntos que abordem as mais variantes desigualdades e necessidades de alguns polos regionais, intensificando a educação como medida de amenização, dessa forma contradizendo o pensamento de Hume.

Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a minimização dos desafios para reduzir  as desigualdades entre a regiões brasileiras. Para tanto, urge que o Governo Federal, por meio de verbas públicas, invista na obtenção de auxílios para a população mais pobre até que haja o equilíbrios entre as regiões, com o intuito de que diminuia a concentração de algumas áreas em detrimentos de outras, intensificando, assim,os polos de saúde e de educação.