ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 19/02/2021
A desigualdade entre as regiões do Brasil apesar de não ser amplamente discutida é um problema vivenciado por grande parte dos cidadãos,que habitam zonas desvalorizados e"esquecidas"pela Federação brasileira.Sob esse contexto,cabe citar a obra “Vidas Secas”,escrita pelo autor Graciliano Ramos,a narrativa apresenta a situação de miséria vivenciada no território nordestino pelo personagem Fabiano,que não possui oportunidades trabalhistas por ser analfabeto.Fora da ficção,a realidade experienciada no romance de Graciliano é semelhante aos brasileiros que não possuem acesso a educação qualificada,consequentemente a mão de obra especializada acaba escassa,tornando áreas com baixo desenvolvimento ainda mais desigual entre outras regiões no país.
Em primeiro lugar,é preciso compreender as causas dessas problemáticas.Após o processo descentralização industrial durante o período do Governo Vargas,a maior parte das indústrias instauraram-se pelas áreas mais estruturadas em transporte e comunicação,entre elas eixo São Paulo e Rio de Janeiro,com isso o mercado produtor de locais menos industrializados ou não especializados em um único comércio-a exemplo Nordeste e Norte-acabaram enfraquecidas.Em detrimento disso,nota-se que,a falta de incentivo econômico por parte do Estado em reestruturar localidades menos desenvolvidas,assentou a repetição de realidades tais quais a apresentada por Graciliano,em seu romance através da figura de Fabiano,transversalmente,a carência educacional gera desemprego levando a extrema pobreza da população,que habita em localizações"esquecidas"pelas condições de subdesenvolvimento,desenvolvidas pela má organização Estadual,ao delimitar o alcance industrial pleno entre os territórios.
Em segundo lugar,é importante salientar a negligência Governamental em fornecer o acesso ao ensino de forma totalitária. Tendo em vista que moradores de regiões subdesenvolvidas nem sempre possuem acesso a educação,dessa forma,jovens e adultos acabam estagnados sem acesso a profissionalização,através da especialização em áreas do conhecimento,que permitam a incersão no mercado de trabalho formal.Assim,o interesse em desconscentrar polos industriais de zonas já comercializadas torna-se mínimo,pois a mão de obra despreparada, inviabiliza o processo industrial.
Portanto,é mister que o Ministério da Econômia,em parceria com o Ministério da Educação,construa redes de ensino profissionalizantes em regiões onde a desigualdade social e econômica assola seus residentes,por meio da utilização de verbas públicas,a fim de inserir jovens e adultos no mercado de trabalho,especializados,fazendo com que,o acesso a especilização técnica seja democrático,abrindo portas para o desenvolvimento regional de zonas como Norte e Nordeste, sanando as desigualdades.