ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 15/04/2021

A música “Faroeste Caboclo” de legião urbana fala sobre um homem que sai de sua região em busca de novas oportunidades. Fora das telas, nota-se que muitos brasileiros compartilham da jornada contada na música. Nesse sentido, a falta de boas escolas públicas e a negligência da parcela da população que possui poder socioeconômico levam o Brasil no caminho oposto ao da redução das desigualdades sociais entre regiões. Desse modo, são prementes discussões sobre os impactos das desigualdades intra-regionais, em nome de um futuro próspero para o país.

Em primeiro plano, nota-se que a restrição de conhecimento facilita a manipulação da massa. Sob esse prisma, 90,5% das pessoas que atendem ao ensino fundamental e 82,4% que atendem ao ensino medio frequentam escolas públicas, segundo o INEP ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Dito isso, evidencia-se que é necessário um forte investimento e reformulação do sistema público de ensino, já que maior parte da população utiliza-se dele. Diante disso o mal funcionamento das escolas públicas afetam diretamente o progresso do país. Assim, é inegável o efeito maléfico da ausência de um bom ensino público na dificuldade da redução das disparidades sociais entre regiões.

Outrossim, vale destacar o efeito da má distribuição de renda para com as desigualdades entre regiões. Nesse contexto, o artigo três da constituição brasileira diz : Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.". A partir dessa premissa, é notório que o Brasil tem falhado em cumprir com seus objetivos fundamentais, já que as riquezas do país estão concentradas nas mãos de uma minoria privilegiada, com acesso a serviços essenciais, enquanto grande parte da população encontra-se em situação precária. Com isso, muitos indivíduos não têm acesso a serviços básicos, tais quais moradia, saneamento e saúde,o que afeta o bem-estar e a qualidade de vida dessas pessoas. Por conseguinte, é inegável o efeito de uma distribuição de renda injusta sobre o aumento dos abismos sociais do país.               Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova seminários, por meio de palestras em suas redes sociais e outros meios de comunicação (rádio, televisão) , sobre educação financeira, a importância de frequentar o colégio e ler livros, com o fito de instruir os jovens a serem cidadãos preparados para sua fase economicamente ativa e objetivando um futuro mais igualitário.