ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 11/03/2021

No seriado “3%”, é exposta a realidade distópica de uma sociedade, a qual vivencia de forma brutesca os efeitos da desigualdade social, que fortifica uma barreira que estabelece quem deve receber o acesso ao direito básico e quem não deve recebê-lo. Paralelamente, no Brasil, é possível perceber a dificuldade em solucionar a problemática desigualdade entre as regiãos brasileiras. Nesse sentido, um dos motivos desse persistente problema é a má gestão dos recursos do país, e, por isso, os brasileiros acometidos por tais más administrações tendem a viver em um cenário sem perspectiva de melhoria.

É relevante abordar, primeiramente, que a má gestão dos recusos do país tem como um dos estopins o baixo investimento industrial por parte da esfera pública e privada de forma expressiva nas regiões Norte e Nordeste. Para confirmar isso, o IBGE divulgou uma pesquisa em que afirma que os moradores dessas localidades tendem a migrarem para a região Sul e Sudeste, os quais apresentam uma qualidade de vida melhor, ou seja, o satisfatório investimento por parte de tais investidores faz com que seja significativa a demanda de emprego e, como efeito, acaba por intensificar o processo de urbanização e exôdo rural, por exemplo.  Desse modo, o problema pende a não ser solucionado, e a desigualdade inclina-se para a ascensão.

Além disso, a precária admistração governamental corrobora para que a oferta de saúde, educação e lazer seja concedida ao local em que mais tem aglomeração social. Todavia, isso não é um problema, o que constitui um impasse é quando o público de regiões afastadas desse grupo prioritário fica a mercê do descaso, ou melhor, não tem seus direitos assegurados. Nesse contexto, a canção do cantor Belquior, “Conheço o meu lugar” tece uma crítica ao posicionamento preconceituoso adotado por alguns cidadãos de que o Nordesde seria uma região sem futuro, isto é, uma região que não tem nada a oferecer e que não vale o investimento, o que não configura uma verdade, porque tal área tem uma terra rica em nutrientes e uma paisagem atrativa. Dessa forma, faz-se urgente promover soluções para mitigar tais injustiças advindas da desigualdade entre regiões.

Depreende-se, portanto, a urgência em se discutir e propor possíveis soluções para que essa disparidade entre as regiões seja reprimida. Posto isso, o Estado – responsável pelo bem-estar e ordem social – deve, por meio de acordos com empresários, levantar a discussão de projetos que visam promover uma melhoria na economia e na imagem local, seja mediante turismo ou indústrias. Logo, essa proposta tem como objetivo garantir ao grupo marginalizado a valorização de sua região, bem como a garantia dos seus direitos e, só assim, será possível distanciar-se da obra ficcional.