ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 04/03/2021

No seriado brasileiro “3%”, é exposto a realidade distópica de uma sociedade, a qual vivencia de forma brutesca os efeitos da desigualdade social, cuja esta fortifica uma barreira que estabelece quem merece receber o acesso ao direito básico e quem não deve receber. Paralelamente, no Brasil, é possível perceber a dificuldade em solucionar a problemática desigualdade entre as regiões brasileiras. Nesse sentido, um dos motivos desse persistente problema é a má gestão de recursos do país e, por isso, os brasileiros acometidos por tais maus administrações, tendem a viverem em um cenário sem perspectiva de melhoria.

É relevante abordar, primeiramente, que a má gestão de recursos do país, faz com que a sociedade seja limitada a viver em uma área urbana específica, pois o governo, por vezes, fixa seu investimento ou facilita a criação de indústrias de alto escalão, crucialmente, na região Sul e Sudeste, as quais tendem a carecer de uma demanda expressiva de emprego e, como efeito, acaba por intensificar o processo de urbanização e exôdo rural, por exemplo. Entretanto, analisando os dados divulgados pelo IBGE, é entendível que ao não incentivar a esfera privada ou pública no processo de construção de indústrias em algumas regiões — que não são beneficiadas com frequência—, como Norte ou Nordeste, o problema pende a não ser solucionado e a desigualdade inclina-se para a ascensão.

Além disso, a precária administração governamental corrobora para que a oferta de saúde, educação, segurança e lazer, como exemplo, sejam ofertadas ao local em que mais tem uma aglomeração social, mas isso não é um problema, o que constitui um problema é quando o público de regiões afastadas desse grupo prioritário ficam a mercê do descaso, ou melhor, ficam sem seus direitos assegurados. Nesse contexto, a canção do cantor Belchior, “Conheço o meu lugar”, tece uma crítica ao possicionamento preconceituoso adotado por alguns cidadãos de que o Nordeste seria uma região sem futuro, isto é, uma região em que nada tem a oferecer e que não vale o investimento, o que não significa uma verdade, porque se trata de uma terra rica em nutrientes e paisagem atrativa.  Dessa forma, faz-se urgente promover soluções para mitigar tais ingústiças advindas da desigualdade entre regiões.

Depreende-se, portanto, a urgência em se debater e propor possíveis soluções para que essa disparidade entre as regiões seja reprimida. Posto isso, o  Estado – responsável pelo bem-estar e ordem social — deve, por meio de um acordo com empresários, levantar a discussão de projetos que visam promover uma melhora na economia e imagem local, seja mediante turismo ou indústrias, primeiramente, pois, desse modo, será acreditável que o grupo marginalizado, talvez, venha a ter sua região valorizada e seus direitos assegurados, distanciando, assim,  da obra ficcional.