ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 23/02/2021

A constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6 direito á saúde inerente a todo cidadão, entretanto essa narrativa se destoa da realidade brasileira, onde esse dever do Estado é negligenciado devido ao estigma das doenças mentais no Brasil. Esse problema começa com a exclusão dos doentes por não performarem como os demais, e se agrava com a falta de informação e precariedade dos tratamentos.  Em primeiro ponto, o filosofo Guy Debord tem a teoria ´´sociedade do espetáculo´´ onde as pessoas vivem suas vidas como uma performance para serem aceitas na sociedade. Nesse contexto, a idealização exacerbada da realidade tem como exclusão das pessoas que sofrem de algum distúrbio mental, que por fim não conseguem ter uma interação social saudável que na sua maioria só piora o quadro clínico.  Ademais, o tratamento em escolas e unidades básicas de saúde são precárias, tendo em vista a inexistência de um apoio efetivo, essa prerrogativa se estende quando em unidades particulares as consultas são muito caras para a maioria da sociedade, criando assim uma elitização no tratamento desses distúrbios. Nessa condição configura-se um descumprimento do ´´contrato social´´ escrito pelo filosofo Jonh Locke, onde o Estado tem que garantir os direitos a todos, mas não cumpre.  Fica claro, portanto, que o estigma associado a doenças mentais é um impasse, e deve ser resolvido. O Ministério da Saúde deve implantar nas unidades básicas de saúde tratamento eficazes, juntamente com criação de leis que tornem os tratamentos em redes particulares mais acessíveis para população, salientando que a saúde mental é de extrema importância na sociedade, analógico com os meios midiáticos para propagar campanhas de conscientização para dismestificar esse estigma ma sociedade e promover informação. Só assim sera garantido o ´´contrato social´´ escrito por John Locke.