ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/03/2021
O governo de Juscelino Kubitschek, conhecido como Anos Dourados, foi marcado pela criação de Brasília, a nova capital do Brasil, esse fato fez com que o Sudeste emergisse em detrimento dos demais territórios nacionais. Contudo, a desigualdade entre regiões do país, que começou naquele governo, ainda vigora. Diante disso, convém analisar duas causas primordiais para persistência do problema: a educação não uniforme e a concentração de parques industriais em algumas regiões.
Em primeiro plano, convém ressaltar que a desigualdade de educação aumenta os desafios de reduzir as disparidades socioeconômicas entre regiões. Isso, porque, segundo o filósofo Kant “É no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”, assim, quando não há equidade de investimentos na educação do país, algumas regiões se desenvolvem mais por terem mão de obra qualificada e maiores níveis de escolaridade. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas públicas para reverter o quadro.
Além disso, o fato de grandes parques industriais se situarem em determinados locais, potencializa a desigualdade no país. Pois, tal como apontam os dados do IBGE, no censo de 2019, as cidades do Sudeste são as que apresentam maiores rendimentos domiciliar per capita. Isso ocorre porque, essas cidades desfrutam de algumas características em comum: são capitais e contam com diversas indústrias e empresas de grande porte, fator que gera emprego e renda para as famílias da região. Dessa forma, é primordial a intervenção estatal para amenizar o problema.
Portanto, urge a necessidade do governo, em parceria com Ministério da Educação, padronizar, por meio de maiores investimentos na rede pública de ensino e criação de novos programas educacionais, o acesso e a qualidade de educação em todas as regiões do país, para que o ensino seja ofertado de maneira equânime. Ademais, o governo deve incentivar empresas privadas, através de redução de taxas fiscais, à abrirem filiais em regiões mais pobres, a fim de oferecer oportunidade e melhorar a qualidade de vida dos que mais precisam. Assim, a nação brasileira caminhará para o fim das diferenças regionais.