ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 26/02/2021

Planejamento e vontade política

A desigualdade econômica entre as regiões do Brasil não é novidade para ninguém. Enquanto a população do Sul, Sudeste e Centro-oeste desfrutam de uma situação mais cômoda, os cidadãos do Nordeste e Norte aguardam uma justa equalidade.

Dados do IBGE mostram que a renda per capta do Sudeste é mais que o dobro que a dos moradores do Norte e Nordeste. A educação também não chega em todas as áreas do país de maneira igualitária. No Nordeste, por exemplo, o analfabetismo ultrapassa os dois dígitos, com absurdos 37,2% entre os maiores de 60 anos, ainda de acordo com o instituto. Este índice não condiz com um país integrante de uma aliança comercial para países emergentes, como é o caso do Brasil, que compõe o BRICS.

Pelo Brasil ser uma federação, o ente responsável pelo desevolvimento de todas as regiões é o governo federal. Cada vez menos ações políticas conseguem combater a miséria, a desigualdade e outros fatores que impactam a vida das pessoas. Falta vontade polítca. Falta competência, o que é amplamente exigido, seja nos setores públicos ou privados. Os recursos existem. Falta serem alocados no local certo e de maneira correta.

Adicionalmente, os tempos atuais exigem mais dos governantes. A pandemia da Covid-19 escancarou o abismo que já existia entre as regiões e as camadas sociais. Com 32 milhões de desmpregados e outros milhões de desalentados, o governo federal se mostra mais uma vez incapaz de socorrer os que mais precisam.

Os atores da sociedade com força e voz, entre eles a imprensa, lideranças políticas e religiosas, precisam verbalizar e exigir providências imediatas do poder público. A sociedade civil depende deles para se fazer ouvir. O governo federal deve assumir o seu papel de proteção e atenção aos cidadãos que representa.