ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 23/05/2021
Nos últimos sessenta anos, segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ), a qualidade de vida do brasileiro médio melhorou consideravelmente. Em contrapartida, nota-se que, no Brasil contemporâneo, esse panorama de sucesso aconteceu de forma mais expressiva nas regiões Sul e Sudeste, acarretando, assim, um grave problema de desigualdade regional. Nesse sentido, torna-se urgente mitigar as principais causas dessa chaga social: incompetência estatal e falta de investimentos empresariais.
Diante desse cenário, é lícito afirmar que a inadimplência governamental é um sustentáculo para as discrepâncias inter-regional. Nesse raciocínio, foi escancarado para a sociedade nos últimos meses, por meio dos principais veículos de comunicação, como, O Globo, a falta de oxigênio para pessoas internadas com o Corona vírus em Manaus - capital do Amazonas, complicando ainda mais o acesso à uma saúde de qualidade. Nesse raciocínio, é obrigação e dever do Estado promover uma boa infraestrutura de logística, visto que nas regiões mais inóspitas do país carece de recursos básicos, que é direito da população, como, o acesso integral à saúde. Desse modo, amplificar a atuação do Governo é um dos caminhos fundamentais para solucionar o problema em questão.
A respeito disso, a falta de aplicações de capital por parte das empresas é um pilar para a discussão em pauta. A respeito disso, durante o Governo do, Presidente Juscelino Kubitschek, ocorreu uma intensa industrialização no país, porém os reflexos desse evento industrial aconteceu somente nas regiões Sul e Sudeste, o que corroborou para um processo intenso de migração das Regiões Norte e Nordeste para as regiões mais desenvolvidas. Em vista disso, esse progresso fabril de apenas uma parte do país reforçou as desigualdades entre as regiões, perdurando até os dias atuais esse panorama migratório. Logo, um maior incentivo financeiro nessas regiões é uma maneira de resolver o óbice em evidência.
Portando, é necessário combater frontalmente e ostensivamente a incompetência estatal e a falta de investimentos empresariais é de suma importância para o enfraquecimento desse quadro degenerativo hodierno. Assim sendo, cabe ao Estado - instância máxima do poder público - a criação de campanhas e projetos nas regiões de maior vulnerabilidade social, por meio de construções públicas e palestras socioeducacionais, que vise aumentar a dignidade dos povos mais atingidos por esse problema, objetivando diminuir essa desigualdade. Bem como, cabe aos grandes conglomerados industriais - responsável por grande empregamento e desenvolvimento - a criação de maios fábricas nas regiões Norte e Nordeste, visando um maior desenvolvimento fabril e econômico.