ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 05/03/2021
No seriado “3%”, é exposto a realidade distópica de uma sociedade, a qual vivencia de forma brutesca os efeitos da desigualdade social, cuja esta fortifica uma barreira que estabelece quem merece receber o acesso ao direito básico e quem não deve recebê-lo. Paralelamente, no Brasil, é possível perceber a dificuldade em solucionar a problemática desigualdade entre as regiões brasileiras. Nesse sentido, um dos motivos desse persistente problema é a má gestão dos recursos do país e, por isso, os brasileiros acometidos por tais más administrações, tendem a viverem em um cenário sem perspectiva de melhoria.
É relevante abordar, primeiramente, que a má gestão dos recursos do país, tem como um dos estopins o baixo investimentos industial por parte da esfera pública e privada de forma expressiva na região Norte e Nordeste. Para confirmar isso, o IBGE divulgou uma pesquisa em que afirma que os moradores dessas localidades, tendem a migrarem para a região Sul e Sudeste, pois estas apresentam uma qualidade de vida melhor, ou seja, o satisfatório investimento por parte de tais investidores, faz com que seja expressivo a demanda de emprego e, como efeito, acaba por intensificar o processo de urbanização e êxodo rural, por exemplo. Desse modo, o problema pende a não ser solucionado e a desigualdade inclina-se para a ascensão.
Além disso, a precária administração governamental corrobora para que a oferta de saúde, educação, segurança e lazer, sejam ofertadas ao local em que mais tem aglomeração social. Todavia, isso não é um problema, o que constitui um problema é quando o público de regiões afastadas desse grupo prioritário ficam a mercê do descaso, ou melhor, ficam sem seus direitos assegurados. Nesse contexto, a canção do cantor Belchior, " Conheço o meu lugar", tece uma crítica ao posicionamento preconceituoso adotado por alguns cidadãos de que o Nordeste seria uma região sem futuro, isto é, uma região em que nada tem a oferecer e que não vale o investimento, o que não configura uma verdade, porque tal área tem uma terra rica em nutrientes e uma paisagem atrativa. Dessa forma, faz-se urgente promover soluções para mitigar tais injustiças advindas da desigualdade entre regiões.
Depreende-se, portanto, a urgência em se discutir e propor possíveis soluções para que essa disparidade entre as regiões seja reprimida. Posto isso, o Estado – responsável pelo bem-estar e ordem social — deve, por meio de acordos com empresários, levantar a discussão de projetos que visam promover uma melhoria na economia e imagem local, seja mediante turismo ou indústrias, pois, desse modo, será acreditável que o grupo marginalizado, talvez, venha a ter sua região valorizada e seus direitos assegurados, distanciando, assim, da obra ficcional.