ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 10/03/2021
Liberdade, Igualdade e Fraternidade: esse foi o lema da Revolução Francesa, grande movimento político-social do século XVIII. Com a finalidade de mudar o cenário estagnado de desigualdade – uma sociedade de privilégios perante ao regime monarquico –, o povo uniu esforços e fez um grande mover na história do país. Tendo sido um longo processo de transformação em tal espaço, hoje, no Brasil, da mesma maneira, é considerado uma tarefa árdua acontecer o mesmo, uma vez que ele esta imerso numa situação de embate de valores regionais, onde não há uniformidade em incontáveis aspectos.
Em primeira análise, é necessário abordar questões fundamentais para o bem-estar. A garantia à saúde, à educação e ao trabalho constata-se no Artigo 6º da Constituição Federal. É percebida a negligência quanto a tal item ao serem coletadas informações sobre o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano –, que mensura as regiões quanto aos pontos anteriormente citados. Consoante à pesquisas do IBGE, o progresso das regiões ocorreu de forma irregular ao longo das últimas décadas, haja visto que Norte e Nordeste apresentam o mais tardio progresso, espaços que ainda são palcos dos menores investimentos econômicos.
Paralelamente a isso, o desafio também encontra-se nas atitudes recíprocas de cidadania. A esteriotipação de uma determinada região pode criar fortes divisas e preconceitos; sobre o dialeto, costumes, festas, vestimentas e até mesmo características anatômicas. Termos, por exemplo, sobre a naturalidade de alguém – como quando alguém é chamado, de maneira pejorativa, de paraíba – estão intrínsecamente ligados à história da formação do país e a uma falsa impressão de superioridade de quem fala. Tamanha ignorância, que é apassivada e vista muitas vezes tão somente como um uso no coloquial usual, molda o caráter desequilibrado da população.
Diante dessa conjuntura, torna-se nítido que, para contornar essa esfera desigual construída pelo próprio povo, hão de ser tomadas rédeas de imediato. É mister, nessa lógica, que o Poder Executivo Federal da nação – esse que contém os Ministérios da Saúde, Educação e Economia – planeje um nivelamento da distribuição de serviços, assistindo a cada região de acordo com suas carências. Ademais, cabe à Secretaria da Cultura, juntamente a meios midiáticos, promoverem a informação sobre a riqueza que cada área detêm e o respeito que merecem, a fim de minar o preconceito enraizado. Dessa forma, portanto, os ideias do ciclo revolucionário da França serão gradualmente manifestados no cotidiano brasileiro.