ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 09/03/2021

Na obra “Utopia”, o escritor Thomas More retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Em contrapartida, na sociedade brasileira, o problema que envolve a questão do desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil mostra-se lamentável. Esse imbróglio social ocorre devido a negligência em medidas governamentais, como também à má distribuição de renda.

Nesse sentido, é preciso considerar a negligência em medidas governamentais, pois a insuficiência em investimentos no setor pedagógico, por exemplo, dificulta o avanço da qualidade da educação pública em relação as instituições privadas. Segundo um estudo lançado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o Brasil deveria investir até cinco vezes mais do que gasta hoje em dia para garantir uma educação pública de qualidade da creche ao Ensino médio. Haja vista que, esse baixo investimento ajuda a reforçar as desigualdades que se refletem na educação e dificultam que alunos de regiões com baixa renda cheguem ao ensino superior.

Além disso, apresenta-se relevante também pautar sobre a má distribuição de renda, tendo em vista que, a renda per capita no Brasil, a nível regional, é mal distribuída. Isso se evidencia em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que constatam menor rendimento por pessoa em estados da região Norte e Nordeste. Desse modo, nortistas e nordestinos são os maiores afetados pela desigualdade econômica no Brasil.

Portanto, ao considerar que a desigualdade entre as regiões do Brasil é um grande problema social, deve ser revertido. Para tal, o Governo Federal, gestor dos interesses coletivos, deve promover investimentos na qualificação da educação, por meio de ofertas e financiamentos em projetos educacionais, otimizando as estruturas escolares para que atendam as necessidades dos alunos das regiões mais necessitadas e ampliando estratégias de renda mínima, com o objetivo de minimizar os impactos gerados pela desigualdade. Quem sabe, assim, o fim desses malefícios deixem de ser uma utopia para o Brasil.