ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 12/03/2021
Em um dos episódios da série “Emergency Room”, evidencia-se o trabalho de médicos e enfermeiros de Chicago, que, ao sairem do centro para atender a população dos bairros carentes, revelou-se uma grande injustiça, visto que esse povo não tinha acesso aos direitos mínimos de um ser humano, como saúde e segurança. De maneira análoga, assim como Chicago, o Brasil sofre uma grande desigualdade regional — Sul, Sudeste e Centro-Oeste são mais valorizadas em detrimento das outras. Nesse sentido, em razão de fatores históricos e de uma inoperância estatal, emerge um problema complexo, o qual precisa ser revertido.
Diante desse cenário, é importante salientar que a perpetuação dos erros cometidos no passado viabilizam a grande desproporcionalidade econômica atual. Sob esse ângulo, quando Juscelino Kubitscheck — ex-presidente brasileiro — desenvolvou seu plano de metas, com o slogan “50 anos em 5”, muito se foi pensado no desenvolvimento nacional, mas apenas a região Centro-Oeste desfrutou amplamente disso, já que, inclusive, em 1960, ela passou a ter a nova capital, Brasília. Diante disso, ao se observar as consequências desse panorâma, percebe-se que, até hoje, Norte e Nordeste são mais excluídos, já que, segundo o IBGE, em 2019, essas regiões foram as que tiveram menor rendimento por pessoa. Assim, não é razoável que essa situação permaneça em um país que quer ser desenvolvido.
Ademais, vale destacar que a falta de um governo descentralizador é um grave motivo para a continuação desse contexto. Nesse viés, com o advento da 4ª Revolução Industrial, a educação é algo de suma importância para fazer o país acompanhar as evoluções tecnológicas mundiais. Sendo assim, ao se observar a área de ensino do país, nota-se que ela não é valorizada como deveria, já que os tecnopolos se situam nas universidades e muitas dessas não têm a devida atenção, principalmente as das regiões mais carentes, por exemplo, a UESPI, que sofre um verdadeiro descaso, com carteiras e laboratórios quebrados — situação completamente diferente da USP. Logo, a indiferença para com o Norte e o Nordeste causam um dos mais graves obstáculos ao Brasil: o atraso tecnológico.
Infere-se, portanto, que o Supremo Tribunal Federal amplie as verbas destinadas ao Norte e ao Nordeste, e os tornem novos polos econômicos, por meio do turismo, que é a principal atividade desses locais, com a finalidade de descentralizar as riquezas nacionais. Por sua vez, o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionas do país, precisa oferecer mais apoio aos tecnopolos nordestinos e nortistas, por intermédio da construção de novos polos universitários, com uma excelente infraestrutura e profissionais aplicados, a fim de tornar o Brasil um grande líder na pesquisa científica. Dessa forma, espera-se transformar o país em uma grande potência mundial.