ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 21/03/2021

“O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”.

A desigualdade entre as regiões do Brasil não é algo novo na história do país, desde o século XIX pode-se ver as migrações das regiões mais ao norte para as do sul. Na época elas se davam pelo ciclo do café, em São Paulo, e pela aparição de indústrias nessa mesma região. Os grandes centros tecnológicos e informacionais continuam na região mais ao sul do Brasil deixando assim, infelizmente, uma grande assimetria nas regiões do país e em resposta essas regiões acabam tendo o rendimento per capita mais elevados que os da região Norte e Nordeste.

Primeiramente, as regiões Sul e Sudeste ainda hoje são as regiões mais desenvolvidas, apresentando os maiores números de indústrias, faculdades e oportunidades de empregos. O motivo do maior desenvolvimento na região Sudeste, em São Paulo principalmente, se da pelo fato de na época da industrialização estava ocorrendo o ciclo do café em São Paulo, e isso fazia com que a concentração de capital e mão de obra estivesse nessa região. A divisão desigual dos polos de desenvolvimento acentua a migração de cidadãos das regiões Norte e Nordeste para a Sul, Sudeste e Centro-oeste à a procura de uma melhor qualidade de vida e mais oportunidades.

Em segundo lugar, podemos ver no artigo do nexo jornal a pesquisa do IBGE que mostra uma desigualdade entre as regiões brasileiras no ano de 2019. Mostrando em especial o menor rendimento por pessoas em estados da regiões Norte e Nordeste. Ou seja, a média da quantidade de dinheiro circulando por pessoas, conhecida por renda per capita, apresenta taxas menores na região Norte e Nordeste, mostrando assim que existe menores oportunidades para a geração de riqueza, acentuando a desigualdade nas regiões brasileiras.

Dessa forma, o Governo Federal deveria, por meio de investimentos, incentivar a criação de mais indústrias e faculdades qualificadas nas regiões do Norte e Nordeste, assim diminuindo as migrações para as outras regiões e, consequentemente, deixando o Brasil mais simétrico economicamente entre as regiões. Com o aumento dos polos de serviço, a renda per capita das regiões desfavorecidas sofrerão aumento, diminuindo as desigualdades.